Oposição se une para fazer frente ao PSB
Sob a interlocução do deputado estadual e segundo colocado no pleito deste ano, Daniel Coelho (PSDB), parlamentares tucanos, do PPS e do DEM realizaram uma reunião para discutir o papel que a oposição desempenhará nos próximos quatro anos de mandato de Geraldo Júlio (PSB); Mesmo sendo minoria, a oposição e os chamados independentes, que possuem apenas 15 das 39 cadeiras da Câmara, prometem "ficar no pé" do novo prefeito
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Leonardo Lucena_PE247 – Mal terminou a eleição e, assim como o prefeito eleito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), a oposição já começa a se articular. Sob a interlocução do deputado estadual e segundo colocado no pleito deste ano, Daniel Coelho (PSDB), parlamentares tucanos, do PPS e do DEM estiveram reunidos em um encontro para discutir o papel que a oposição desempenhará nos próximos quatro anos. O grupo também contou a presença do terceiro candidato a vereador mais votado na capital pernambucana, Edilson Silva, que apesar do resultado nas urnas não assumiu uma vaga na Câmara em função do coeficiente eleitoral.
Independente da ideologia, todas as legendas convergem para o entendimento de que a oposição precisa se fortalecer daqui para frente. Dos 39 vereadores na Câmara Municipal, 24 apoiam Geraldo Júlio. Já na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), dos 49 deputados estaduais, apenas nove são oposicionistas. Além disso, os integrantes deixam claro em seus discursos que não se trata de “remar” contra a Frente Popular, mas sim buscar apoio para as suas propostas, fazendo jus ao que Daniel Coelho chama desde a campanha eleitoral de “política moderna”.
Mas outro fato que chama a atenção é o ingresso de dois nomes na Câmara Municipal com o objetivo de agregar mais valor à oposição: o cientista político André Régis (PSDB) e o ex-ministro Raul Jungmann (PPS), que também estiveram presentes ao encontro dos oposicionistas. Agora, no Legislativo Municipal, a oposição conta com quatro nomes de maior “peso”, pois além deles, a Casa de José Mariano conta com a atual líder dos oposicionistas e presidente municipal do DEM, Priscila Krause, em seu terceiro mandato consecutivo, e Aline Mariano, à frente do PSDB no Recife.
“Os nomes da oposição são representativos. Em tese, eles farão diferença porque, apesar de serem pequenos em números, são diferenciados”, afirma o cientista político Michel Zaidan. Em relação à posição do Partido dos Trabalhadores, ele avalia que será melhor para o partido manter uma posição de independência ou se aliar ao governo. “O PT é um ‘partido partido’, como se costuma dizer. Se a legenda apoiar os oposicionistas, vai contrariar toda a história da sigla e perder mais credibilidade”, diz o estudioso.
Com 13.661 votos, Edilson Silva (Psol) foi o terceiro postulante à Câmara mais votado, porém a sua coligação não atingiu o quociente eleitoral (22.728). Mesmo assim, Silva pretende montar uma espécie de gabinete paralelo e trabalhar de forma conjunta com os oposicionistas eleitos e reeleitos. Segundo Zaidan, a atuação do ex-candidato será importante, mas ele também faz um alerta: “Embora a população esteja com Edilson e não com o partido, é preciso muito cuidado para não causar o entendimento perante a sociedade de que o PSOL está indo para o lado da direita”, observa.
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