Oposição se reveza em críticas a reajuste de 5% de João para servidores
Todos os vereadores da oposição ocuparam o Grande Expediente da sessão desta segunda-feira (20) para rebater aumento decidido pelo Executivo para servidores, que é abaixo da inflação e que não repõe retroativo a janeiro; mesmo sendo minoria, oposição vai bem em debate contra a acanhada bancada de situação; reajuste é aprovado por 16 a 5; vereador Anderson de Tuca (PRTB), que integra base governista, apresentou emenda no sentido de garantir que o reajuste fosse concedido retroativo ao mês de janeiro, mas proposta foi rejeitada por 11 vereadores
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Sergipe 247 – Com uma maioria que aprova os projetos do Executivo sem pestanejar, mas que é apática na defesa das formulações governistas, a bancada que dá sustentação ao prefeito João Alves Filho (DEM), na Câmara de Vereadores, tem sido derrotada, sistematicamente, no debate, com a oposição.
Na manhã desta segunda-feira (20) e início da tarde, quando se discutiu, votou e aprovou o reajuste do salário dos servidores do município de 5% (foram 16 votos favoráveis e cinco contrários), os vereadores de oposição fizeram duras críticas ao valor abaixo da inflação. Eles também reclamaram da mudança na data-base de janeiro para abril e a falta de diálogo entre a prefeitura e os sindicatos.
Para o vereador Emerson Ferreira (PT), “não houve negociação efetiva”. Ele cobra a instalação de uma mesa de negociação permanente, que permita aos servidores discutir com a prefeitura as reivindicações de cada categoria. Já o vereador Emanuel Nascimento (PT) criticou a definição do índice do reajuste abaixo da inflação e anunciou que votaria contra o aumento.
O vereador Iran Barbosa (PT) disse que não é porque o Governo do Estado não concedeu aumento para os servidores que a bancada de situação utilizará isto como argumento para rebater as críticas da oposição. “Conceder reajuste abaixo da inflação é errado para João e para Déda. É errado para João e para Edvaldo. Não é porque que governos anteriores fracassaram na negociação, que iremos parar de cobrar”, justificou.
O vereador Lucas Aribé (PSB) usou como argumento contra o reajuste do salário dos servidores o fato da Câmara ter votado uma elevação no valor da passagem superior à inflação, mesmo com as empresas deixando de pagar os salários de seus funcionários em dia. “Há uma contradição no discurso de quem prometeu solução. Isto que é solução? Não tem como votar a favor de um projeto de aumento menor que a inflação. Muita gente receberá abaixo do salário mínimo”, afirmou.
A vereadora Lucimara Passos (PC do B), como de costume, fez a defesa aguerrida da gestão anterior, desconsiderando problemas da administração Edvaldo Nogueira. Reconheceu que ele deu 1% de reajuste em determinado ano, mas recuperou isto, em aumentos posteriores. “Chegou a dar até 16% em um ano”, frisou. Ela cobrou da bancada de situação uma posição em favor do prefeito. “Até o momento não subiu um único vereador para defender este reajuste”, disse.
Provocados, os vereadores da situação tentaram responder Lucimara, mas em detrimento do tempo exíguo, apenas a vereadora Emília Correa (DEM) falou. “Falta coerência no seu discurso em relação aos reajustes concedidos por Edvaldo”, afirmou a demista, justificando que o prefeito João Alves Filho não poderia conceder aumento superior aos 5%, por problemas financeiros deixados pela administração passada.
O vereador Anderson de Tuca (PRTB), que integra a base governista, apresentou emenda no sentido de garantir que o reajuste fosse concedido retroativo ao mês de janeiro, tendo em vista que essa é a data base dos funcionários públicos municipais. No entanto, a proposta foi rejeitada com 11 votos. Oito vereadores foram favoráveis.
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