Oposição não aprofunda debate e segue indefinida
A oposio do Recife no aprofunda a discusso que poderia levar aos seus nomes na disputa pelo Executivo da capital pernambucana e arrasta e cansa o debate eleitoral
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PE247 – Enquanto o PT finalmente se aproxima de uma definição, com a possibilidade de uma disputa por prévias entre o prefeito do Recife, João da Costa (PT), e o secretário estadual de Governo, Maurício Rands, a oposição segue sem indicativos dos nomes que podem representa-la, em outubro, na disputada pelo Executivo municipal. Os seus maiores caciques, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o deputado federal Sérgio Guerra (PSDB), não se falam, e os pré-candidatos postos não aprofundam a discussão.
A reclamação pública feita ontem (20) pela ex-deputada Terezinha Nunes (PSDB) da falta de diálogo entre os principais nomes oposicionistas do Estado foi o desabafo de alguém que sempre esteve muito próxima a Guerra e Jarbas, mas que nunca conseguiu fazê-los sentar numa mesma mesa sem ressentimentos. O apelo da ex-parlamentar, agora, para que os dois possam dar um norte à conversa cada vez mais indefinida entre os que podem ingressar na corrida sucessória do Recife.
Está claro que deixar a decisão nas mãos dos próprios candidatos não seria o caminho mais prudente, uma vez que ninguém (entre eles) consegue convencer o outro de que reúne as melhores condições na disputa pela capital pernambucana, arrastando uma decisão que poderia, agora, ser vital para o sucesso da empreitada oposicionista.
Tirando a sinalização do PSDB que já praticamente carimbou a candidatura a prefeito do deputado estadual Daniel Coelho, não há hoje segurança em torno da postulação de nenhum dos outros nomes que estão na corrida. Talvez o deputado federal Mendonça Filho (DEM) reúna as condições mais favoráveis, uma vez que tem o apoio em âmbito nacional do seu partido e ainda gozaria de recursos para fazer uma campanha, no mínimo, razoável. Mas, mesmo assim, não bateu o martelo sobre sua candidatura.
Raul Jungmann (PPS) tem o apoio do PPS nacional, comanda o local e ainda tem o PMN que faz qualquer coisa que ele indicar. Entretanto, não teria (apenas com sua legenda) os recursos necessários para bancar uma “corrida de alto nível”, dependendo de alianças com partidos que, no momento, acham mais interessante investir em seus próprios quadros.
Já Raul Henry (PMDB) tem a eterna promessa do cúpula nacional do seu partido de que haverá recursos para uma eventual candidatura sua a prefeito. Mas essa promessa nunca ultrapassou a barreira da possibilidade.
Todos eles apontavam março como o mês determinante para a construção das candidaturas do campo, mas abril já está na porta e, por enquanto, não as coisas aparentemente permanecem como antes.
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