Operação apura fraudes na compra de testes rápidos de Covid-19 pelo governo do DF

As investigações apontaram que servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal se organizaram para fraudar licitações e para comprar sem licitação testes de Covid-19 com preços superfaturados. Operação conta com apoio do MP-RJ

(Foto: REUTERS/Andreas Gebert)


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247 - Em apoio a uma força-tarefa do Distrito Federal, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) deflagrou nesta quinta-feira (2) a Operação Falso Negativo, que apura irregularidades na compra de testes de coronavírus pelo governo distrital. As investigações apontaram que servidores da Secretaria de Saúde do DF se organizaram para fraudar licitações e para comprar sem licitação testes IgG/IgM com preços superfaturados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 30 milhões. 

As apurações apontaram baixa qualidade dos testes, que podem dar falso negativo. 

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São investigados crimes como fraude a licitação, crime contra a ordem econômica, corrupção ativa e passiva, e organização criminosa.

Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em sete estados (SP, RJ, ES, PR, SC, BA e GO), além do Distrito Federal.

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No Rio, um dos endereços visados é na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF afirmou que todos os testes adquiridos, recebidos por meio de doações ou enviados pelo Ministério da Saúde, "têm o certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e portanto foram testados e aprovados pelo órgão federal".

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