Onda de frio mata ao menos um morador de rua na capital paulista

Segundo a Polícia Militar, o corpo de um desabrigado foi encontrado no cruzamento da rua Teodoro Sampaio com a avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste, sem qualquer sinal de violência, um indicativo que a morte pode ter ocorrido em decorrência do frio; segundo o padre Julio Lancellotti, da Pastoral de Rua, a prefeitura não consegue suprir a demanda por abrigos por parte da população carente

Segundo a Polícia Militar, o corpo de um desabrigado foi encontrado no cruzamento da rua Teodoro Sampaio com a avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste, sem qualquer sinal de violência, um indicativo que a morte pode ter ocorrido em decorrência do frio; segundo o padre Julio Lancellotti, da Pastoral de Rua, a prefeitura não consegue suprir a demanda por abrigos por parte da população carente
Segundo a Polícia Militar, o corpo de um desabrigado foi encontrado no cruzamento da rua Teodoro Sampaio com a avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste, sem qualquer sinal de violência, um indicativo que a morte pode ter ocorrido em decorrência do frio; segundo o padre Julio Lancellotti, da Pastoral de Rua, a prefeitura não consegue suprir a demanda por abrigos por parte da população carente (Foto: Paulo Emílio)


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SP 247 - A tarde mais fria do ano e a segunda em mais de uma década em São Paulo resultou na morte de um morador de rua na capital paulista.

Segundo a Polícia Militar, o corpo de um desabrigado foi encontrado no cruzamento da rua Teodoro Sampaio com a avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste, sem qualquer sinal de violência, um indicativo que a morte pode ter ocorrido em decorrência do frio. De acordo com o padre Julio Lancellotti, da Pastoral de Rua, um segundo corpo foi encontrado nas mesmas circunstâncias, também na zona oeste.

"É aquela história, no o IML vai dar ataque cardíaco ou tuberculose, porque hipotermia não é patologia. Não se morre de frio", disse o clérigo ao jornal Folha de S. Paulo. No ano passado, pelo menos seis moradores de rua morreram entre os meses de junho e julho.

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A queda acentuada da temperatura aumentou a procura pelos abrigos fornecidos pela prefeitura. Apesar disso, o padre Lancellotti destaca que a prefeitura não consegue suprir a demanda da população carente.

"Encontrei outro na praça da Armênia que não queria se movimentar, mas conseguimos aquecê-lo. Tem muita gente na rua. Passei embaixo do Minhocão, tem muita gente. Lá, na Armênia, na praça Marechal Deodoro, no parque da Mooca", disse.

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