Odebrecht pagou R$ 2,2 mi ao PSDB por obras do Rodoanel, diz delator
Ex-executivo da empreiteira Odebrecht Benedicto Junior afirmou em sua delação premiada que as obras do Rodoanel de São Paulo renderam cerca de R$ 2,2 milhões em repasses ilegais para o PSDB e que teriam abastecido as campanhas eleitorais do então governador José Serra e do atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes; segundo ele, ao assumir o Governo do Estado, Serra "decidiu renegociar todos os contratos com fornecedores" e parte da renegociação referente as obras do Rodoanel ficou sob responsabilidade do então presidente da Dersa, Paulo Preto, que exigia o repasse de 0,75% do valor do contrato de cerca de R$ 300 milhões "sob a justificativa de financiar futuras campanhas do PSDB"
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São Paulo 247 - O ex-executivo da empreiteira Odebrecht Benedicto Junior afirmou em sua delação premiada à Justiça que as obras de construção do Rodoanel de São Paulo renderam cerca de R$ 2,2 milhões em repasses ilegais na forma de doações para o PSDB. Segundo ele, os repasses teriam começado em 2007 e durado quase 3,5 anos. Os recursos teriam abastecido as campanhas eleitorais do então governador José Serra e do atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. "Foram ditos esses dois nomes", assegurou Benedicto.
Segundo ele, ao assumir o Governo do Estado, Serra "decidiu renegociar todos os contratos com fornecedores" e parte da renegociação referente as obras do Rodoanel ficou sob responsabilidade do então presidente da Dersa, Paulo Preto.
Conforme o depoimento, Paulo Preto exigia o repasse de 0,75% do valor do contrato de cerca de R$ 300 milhões "sob a justificativa de financiar futuras campanhas do PSDB". "Ele [Paulo Preto] nos ameaçou. Ou a gente pagava os 0,75% ou não continuaria com o contrato", declarou.
Ainda segundo o depoimento, os pagamentos eram feitos por meio de doleiros. "A gente gerava dólares e euros lá fora e depois encontrava doleiros que aceitavam ficar com o dinheiro no exterior e fazer o pagamento aqui", detalhou. O acerto teria chegado ao fim com a saída de José Serra do governo paulista.
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