Odair ignora 5 votos em separado e mantém texto
Relator avisou que não fará mudanças substanciais no relatório da CPI do Cachoeira. Na reunião desta terça-feira, foram detalhados votos divergentes do DEM, PSol, PSDB, PPS e pelo deputado Luiz Pitman (PMDB-DF), pedindo o indiciamento de mais agentes públicos e privados e cobrando a investigação de empresas, especialmente as que mantiveram relações com a Delta. Votação deve acontecer no dia 18.
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Agência Câmara - O relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), reiterou na tarde desta terça-feira que não vai fazer mais mudanças substanciais em seu relatório, ainda que tenha admitido incluir no texto sugestões feitas durante a reunião de hoje, encerrada há pouco. A próxima reunião da comissão foi marcada para a próxima terça-feira, 18, quando o relatório deverá ser votado, apenas quatro dias antes do prazo para o encerramento dos trabalhos da CPMI. "Havendo decisão política, o tempo é o menos importante, neste momento atual, as forças não estão constituídas", afirmou.
Na reunião desta terça-feira, 11, foram detalhados os cinco votos em separado apresentados ao relatório: do DEM, PSol, PSDB, PPS e do deputado Luiz Pitman (PMDB-DF). Esses relatórios pedem o indiciamento de mais agentes públicos e privados e cobram a investigação mais aprofundada em uma série de empresas, especialmente as que mantiveram relações contratuais com a Delta.
"Muito do que foi apresentado nos votos em separado e sugerido pelos parlamentares já está no meu relatório, que englobou tudo o que foi investigado pela CPMI", disse Cunha.
Havia a expectativa de a votação dos relatórios começar na reunião de hoje, mas a identificação de uma série de "erros materiais" no relatório de Cunha fez com que o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), adiasse a deliberação.
Primeiro, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) apontou o indiciamento do jornalista da revista Veja Policarpo Junior no relatório final; em seguida, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), declarou que o texto também cita o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com "adjetivações maldosas", enquanto o relator havia garantido que o nome de Gurgel e de cinco jornalistas (inclusive Policarpo) seriam retirados do texto.
Depois da decisão de Vital do Rêgo, diversos parlamentares da oposição criticaram a postura do relator, que teria apresentado um documento com mais de 5 mil páginas de "forma improvisada", conforme definiu o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
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