Ocupações em prédios abandonados em São Paulo vão tomando contornos dramáticos
O volume inédito de prédios abandonados pelo poder público em São Paulo promove um volume similar de ocupações; as narrativas urbanas se multiplicam na mesa proporção que os riscos e a previsibilidade da próxima tragédia é tão certa quanto as reações subsequentes e desencontradas da administração municipal; a especulação imobiliária, o preço dos aluguéis e a sonegação licenciada dos impostos prediais de grandes proprietários vão produzindo um contexto de risco e de problema humanitário que extravasa as próprias fronteiras da cidade e do país
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247 - O volume inédito de prédios abandonados pelo poder público em São Paulo promove um volume similar de ocupações. As narrativas urbanas se multiplicam na mesa proporção que os riscos e a previsibilidade da próxima tragédia é tão certa quanto as reações subsequentes e desencontradas da administração municipal. A especulação imobiliária, o preço dos aluguéis e a sonegação licenciada dos impostos prediais de grandes proprietários vão produzindo um contexto de risco e de problema humanitário que extravasa as próprias fronteiras da cidade e do país.
"Segundo Marcelo Haydu, coordenador do Instituto de Reintegração do Refugiado, o preço alto do aluguel na cidade é um dos principais fatores que têm levado estrangeiros para ocupações. Em São Paulo, o valor médio por metro quadrado é de R$ 35,86 para locação, de acordo com o índice FipeZap. Isso significa que, para alugar uma casa de 30 m², por exemplo, seria preciso desembolsar R$ 1.075 por mês, em média.
Haydu cita outro fator: para locar um espaço, imobiliárias exigem fiador, seguro ou depósito antecipado. "Como um imigrante que chega no país em situação de vulnerabilidade consegue ultrapassar essa burocracia? Ele chega às vezes sem falar uma palavra de português, com pouco dinheiro no bolso, sem documentos. Conseguir fiador já é difícil para brasileiros, imagina para eles", diz.
O resultado é que muitos estrangeiros acabam se instalando em ocupações ou em bairros da periferia da cidade, como Guaianases e Itaquera, no extremo leste. Nesses locais, eles negociam o aluguel diretamente com o proprietário, que normalmente não fazem as mesmas exigências das imobiliárias da região central."
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