OAB/AL diz que linchamentos cresceram mais de 100%

De acordo com dados da  Comissão de Direitos Humanos da OAB-AL, em 2016 foram registrados 36 casos de linchamento; este ano, até agora, já são 79, todos ocorridos em áreas de vulnerabilidade social, sobretudo em Maceió; Comissão diz que a “sociedade precisa entender que os atos de justiçamento tornam os autores em criminosos, tanto quanto as vítimas linchadas”

De acordo com dados da  Comissão de Direitos Humanos da OAB-AL, em 2016 foram registrados 36 casos de linchamento; este ano, até agora, já são 79, todos ocorridos em áreas de vulnerabilidade social, sobretudo em Maceió; Comissão diz que a “sociedade precisa entender que os atos de justiçamento tornam os autores em criminosos, tanto quanto as vítimas linchadas”
De acordo com dados da  Comissão de Direitos Humanos da OAB-AL, em 2016 foram registrados 36 casos de linchamento; este ano, até agora, já são 79, todos ocorridos em áreas de vulnerabilidade social, sobretudo em Maceió; Comissão diz que a “sociedade precisa entender que os atos de justiçamento tornam os autores em criminosos, tanto quanto as vítimas linchadas” (Foto: Voney Malta)


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Por Marcelo Firmino/eassim.net - O ódio e a intolerância entre os alagoanos tem gerado um crescimento assustador dos casos de linchamento e justiçamento no Estado, segundo dados da  Comissão de Direitos Humanos da OAB-AL.

Os números apresentados pelo presidente da Comissão,  Ricardo Soares Moraes, durante audiência pública  na Câmara Municipal de Maceió indicam que no decorrer de um ano os casos subiram mais de 100%..

Em 2016 a comissão registrou 36 casos de linchamento. Este ano, até agora, já são 79 casos, todos ocorridos em áreas de vulnerabilidade social, sobretudo em Maceió.

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Para o advogado Ricardo Moraes, a sociedade precisa entender que os atos de justiçamento tornam os autores em criminosos, tanto quanto as vítimas linchadas. E nestes casos, disse, o agentes públicos precisam estar preparados para agir em nome da lei.

Moraes condenou  os programas policialescos de emissoras de televisão que instigam e até incentivam em reportagens esse tipo de violência e desrespeito aos direitos humanos.

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Ele observou que uma grande parcela da sociedade hoje trata de direitos humanos dentro da segurança,  sempre com a ideia de ‘defesa dos bandidos’. “Na verdade, destacou, essa é uma ideia muito rasa e que não traduz o trabalho que exercemos. As pessoas mais humildes, por exemplo, a quem poderão recorrer em uma necessidade, se não aos defensores dos direitos humanos? Não é questão de julgar quem está certo ou errado nas situações, e sim um trabalho de trazer à tona os direitos que aquela pessoa tem como cidadão, com o propósito de diminuir a vulnerabilidade social, de forma geral”, disse o advogado.

O advogado ainda lamentou o fato de os gestores públicos em todo o Estado não desenvolverem políticas públicas nas áreas de vulnerabilidade social. “Se não dão atenção devida a essas áreas o reflexo é  o crescimento da criminalidade em meio a uma sociedade agressiva”, disse.

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