OAB/AL apura denúncia de tortura contra menor
A Comissão de Direitos Humanos da OAB de Alagoas apura suposta tortura praticada por PM's em um adolescente de 13 anos. A família do garoto procurou a Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar o caso. No entanto, o documento trata o caso apenas como lesão corporal. Comissão quer o afastamento dos envolvidos até que o caso seja esclarecido. Denúncias de agressão praticadas por policiais são comuns em Alagoas.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Alagoas247- A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Alagoas, apura uma denúncia de tortura supostamente praticada por integrantes da Polícia Militar no Conjunto Osman Loureiro, no Tabuleiro do Martins, no último domingo.
Conforme a denúncia, o adolescente N.J.A.T.L., de 13 anos, apresenta lesões por todo o corpo e um exame de corpo de delito comprovou as agressões. Ele afirma que foi abordado por militares, que o torturaram com choques elétricos, chutes e socos.
A família do garoto procurou a Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar o caso. No entanto, segundo o presidente da comissão, Daniel Nunes Pereira, o documento trata o caso como lesão corporal, quando, na verdade, teria ocorrido tortura.
"Os parentes do adolescente procuraram a OAB relatando a tortura sofrida por ele. O exame de corpo de delito confirma as lesões. No entanto, pelos relatos da vítima, houve tortura e excesso por parte dos policiais. Nós vamos acompanhar de perto o caso e assistir à vítima durante o procedimento de investigação", relatou Daniel Pereira.
Os policiais militares acusados de tortura não foram identificados pela vítima, nem pela OAB. No entanto, para o presidente da Comissão de Direitos Humanos, não haverá dificuldades por parte da polícia em localizar os acusados.
"Basta que a Corregedoria verifique a escala de plantão do último domingo e que informe o local onde a viatura estava. Em seguida, deve ouvir os policiais que estavam de plantão e saber o que aconteceu", observou.
Pereira informou que pedirá o afastamento dos envolvidos no episódio até que o caso seja esclarecido e disse esperar que esse caso sirva de exemplo para que novas agressões não ocorram em Alagoas. "Infelizmente, relatos de agressão são comuns no estado. Temos que mudar essa realidade", ressaltou.
Com gazetaweb.com
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247