“O Senado está votando o enterro dos direitos trabalhistas”

A senadora Lídice da Mata (PSB) disse nesta terça-feira que os governistas estão "promovendo o enterro dos direitos trabalhistas" ao votarem a reforma proposta por Michel Temer; segundo ela, o texto "enfraquece a Justiça do Trabalho e precariza as relações entre empregados e empregadores"; segundo a senadora baiana, os parlamentares favoráveis à reforma "se ajoelham para o mercado como se ele fosse um deus". Ela aconselhou: "Pensem no povo, que trouxe cada um dos 81 senadores e que repudiam essa atrocidade. Não é possível impor isso à nação"

Lídice da Mata
Lídice da Mata (Foto: Romulo Faro)


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Bahia 247 - A senadora baiana Lídice da Mata (PSB) disse nesta terça-feira (11) que os parlamentares governistas estão "promovendo o enterro dos direitos trabalhistas" ao votarem a reforma proposta por Michel Temer. Segundo a socialista, o texto enviado pelo Planalto, que não foi mudado pelos relatores do projeto no Congresso, "enfraquece a Justiça Trabalhista e precariza as relações entre empregados e empregadores".

Lídice atacou pontos como o trabalho intermitente, a possível extinção da licença maternidade e redução do horário de almoço, e disse que o texto impede a regularidade da amamentação e dificulta o acesso dos trabalhadores à Justiça, entre outros artigos que ela classifica como "extremamente prejudiciais aos brasileiros".

A senadora também criticou o esvaziamento das galerias do parlamento para a votação "de um projeto que gera grandes impactos negativos para a nação". "Assisti a um seriado de TV e vi as galerias do Congresso cheias na campanha das Diretas Já dos anos 1980 e agora vejo uma casa de debate completamente distante do povo", afirmou Lídice da Mata.

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Segundo a senadora baiana, os parlamentares favoráveis à reforma trabalhista "se ajoelham para o mercado como se ele fosse um deus". Ela aconselhou: "Pensem no povo, que trouxe cada um dos 81 senadores e que repudiam essa atrocidade. Não é possível impor isso à nação".

Lídice ainda criticou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou não haver necessidade da existência da Justiça do Trabalho, e que a casa que lidera funciona para votar os interesses do mercado.

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"Aqui os senadores votam a favor dessa reforma com a consciência tranquila, como se estivesse fazendo algo positivo, confiando no veto do presidente para seis itens. Quem garante que esse presidente vai fazer alguma coisa, quando ele tem o próprio mandato ameaçado?", questionou a senadora.

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