O que Joesley ainda não aprendeu com Buffett
Dono do grupo JBS-Friboi se comparou ao bilionário americano, mas os estilos são completamente diferentes, segundo o jornalista Elio Gaspari; enquanto Joesley atirou uma bolsa Chanel às convidadas no seu casamento, Buffett comprou o anel de sua esposa numa liquidação; enquanto o brasileiro vive pendurado no BNDES e doa R$ 16 milhões a campanhas eleitorais, o norte-americano mantém distância da política
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247 - O jornalista Elio Gaspari, colunista do Globo e da Folha, fez uma comparação entre os empresários Joesley Batista, do grupo JBS Friboi, e Warren Buffett, da Berkshire Hathaway. Joesley sai perdendo. Leia abaixo:
Joesley da JBS-Friboi e Warren Buffett
Outro dia, o empresário Joesley Batista, controlador do grupo JBS-Friboi, disse que pretende transformar sua empresa numa similar da Berkshire Hathaway, do americano Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, com US$ 46 bilhões no cofrinho.
Associado a executivos bilionários brasileiros, o "mago de Omaha" acaba de oferecer US$ 24 bilhões pela fabricante de molhos Heinz, a mais famosa marca do gênero no mundo. Se o doutor Joesley quer seguir o caminho de Buffett, alguém precisa aconselhá-lo a conhecer a vida de seu modelo.
Em outubro passado, ao casar-se, ele jogou uma bolsa Chanel para as convidadas. Já o bilionário Buffett comprou o anel de casamento de sua segunda mulher numa loja que lhe dava direito a desconto, fez uma cerimônia de 15 minutos e foi jantar num restaurante.
Joesley colocou na presidência do conselho consultivo da JBS o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Com Buffett ocorre o contrário; são os presidentes dos Estados Unidos e do Fed que se aconselham com ele. Tomando dinheiro emprestado no BNDES, a JBS deu-lhe um prejuízo escritural de R$ 2,2 bilhões. Buffett não tem BNDES a quem pedir dinheiro e na crise de 2008 socorreu o banco Goldman Sachs, investindo nele US$ 5 bilhões. Parece ter ganhado um bom dinheiro.
Em 2012, o grupo JBS doou R$ 16 milhões a partidos políticos numa eleição municipal. Aos 82 anos, Buffett nunca desembolsou semelhante quantia no patrocínio de políticos, mas assumiu o compromisso de doar metade de sua fortuna para atividades sociais.
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