O PT e o dilema de apoiar ou não o PSB no Recife

O presidente estadual do PT, deputado federal Pedro Eugênio, acredita que o partido deverá manter a aliança com o PSB no plano estadual, ao contrário do que defendem alguns  correligionários; por outro lado, o parlamentar se mostra pessimista quanto à relação entre petistas e socialistas no Recife; A indefinição somente deverá chegar ao fim no próximo dia 15, quando a Executiva se reunirá para discutir o assunto

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Leonardo Lucena_PE247 – O presidente estadual do PT, deputado federal Pedro Eugênio, acredita que o partido deverá manter a aliança com o PSB no plano estadual, ao contrário do que defendem alguns  correligionários. Por outro lado, o parlamentar se mostra pessimista quanto à relação entre petistas e socialistas no Recife. O congressista deu a entender que, a derrota do Partido dos Trabalhadores nestas eleições para o PSB e as constantes trocas de farpas envolvendo ambas as legendas criaram um cenário desfavorável para que o PT permaneça na Frente Popular na capital pernambucana.

“Somos aliados do PSB em nível federal. Nosso governo está fazendo política de fortalecimento do PSB. Isso é da política. Chegou ao ponto de rompimento? Não me parece. Pelo que sinto, não está na pauta o rompimento”, disse Eugênio em entrevista à Rádio Folha. Segundo o parlamentar, será difícil o PT ganhar espaço no Recife para assegurar cargos tanto na prefeitura como na Câmara Municipal. “Acho complicado o PT reivindicar cargos depois do que ocorreu nas eleições”, afirmou.

A indefinição sobre apoiar a Frente Popular se deve porque o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), indicou o então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, do mesmo partido, para se candidatar a prefeito e acabou vitorioso nas eleições, ainda no primeiro turno. Antes de começar a campanha, os petistas já se sentiam ”traídos”, pois os dois partidos são aliados históricos.

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Um total de 57 integrantes do Diretório Estadual petista está à frente das discussões e terá primeira reunião marcada para esta finalidade no próximo dia 15. O fato é que o PT vem adiando esta decisão desde o término nas eleições municipais. No último dia 24, o diretório estadual adiou a votação para o próximo dia 1.

Nos bastidores, já surgiram informações de que os petistas estariam prorrogando a decisão para ganharem mais poder, inclusive na discussão referente à composição da Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores do Recife. Os próprios integrantes do partido reconhecem que a crise política vivenciada no primeiro semestre, marcada pelas trocas de farpas durante as prévias entre o atual prefeito João da Costa e o então deputado federal Maurício Rands, foi a causa desta relação ainda instável que o partido “amarga” com outras legendas.

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“Perdemos (as eleições) por conta dos nossos erros e divergências. O fator fundamental foi o nosso problema interno”, acrescentou o deputado.

Na época, no primeiro semestre, houve denúncias de fraudes na primeira disputa interna que teriam favorecido o gestor da capital pernambucana em paralelo aos constantes ataques partindo de ambos os lados. Por isso, a Executiva Nacional interferiu, sem sucesso, apresentando o nome de Humberto Costa para acalmar os ânimos e aumentar a chance de vitória no pleito.

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Tendo em vista a relação estremecida entre petistas e socialistas após o desfecho das eleições municipais, o governador Eduardo Campos resolveu apresentar o secretário estadual de Transportes, Isaltino Nascimento (PT), para intermediar as negociações com o PSB, até porque o dirigente já foi líder do Governo Estadual na Assembleia Legislativa (Alepe) e, portanto, goza de trâmite nos dois lados. Outro que também se mostra disposto ao diálogo, mas por inciativa própria, é o vice-prefeito a partir de 2013, Luciano Siqueira (PC do B).

Nascimento, inclusive, já disse que a maioria das correntes do PT é favorável à manutenção da aliança com a Frente Popular. Mas, na prática, não há indícios concretos de que a legenda venha apoiar o PSB de Geraldo Júlio. Se o partido apoiar, será melhor para o PT a fim de não fica isolado, segundo analistas políticos. Caso contrário, resta saber como a legenda, ainda em desunião interna, vai lidar com a posição de “independência”. 

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