O odor por trás de um incêndio
Para o pernambucano e professor de História Marcondes Araújo, o incêndio que reduziu a cinzas o Museu Nacional do Rio de Janeiro pode ser comparado a destruição da Biblioteca de Alexandria, também destruída pelo fogo na antiguidade; para ele, os sucessivos cortes de verbas para Educação e a Cultura resultaram na tragédia atual e resta saber "quem responsabilizará os autores intelectuais desse crime? O que fica muito claro é que há algo mais que trágico nesse incêndio, parece haver um forte odor de algo Supremo nesse criminoso incêndio"
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Pernambuco 247 - Para o pernambucano e professor de História Marcondes Araújo, o incêndio que reduziu a cinzas o Museu Nacional do Rio de Janeiro pode ser comparado a destruição da Biblioteca de Alexandria, também destruída pelo fogo na antiguidade. "Quem diria que após a destituição da Biblioteca de Alexandria, o mundo passaria por outra dor tão grande? E para piorar, quem diria que nós, brasileiros, seríamos responsáveis por mais esse vexame aos olhos do mundo?", ressaltou Araújo em um artigo sobre a tragédia.
Para ele, a responsabilidade sobre o incêndio se deve a uma "política de estado, com cortes em áreas essenciais para Educação e Cultura, somado ao desvio - não há outro nome a ser dado-, de recursos públicos para alimentar a ganância insaciável e as regalias de certas castas da República brasileira, resultaram nas famosas contenções de despesas que impediram o salvamento daquele patrimônio de um fim tão trágico. Mas, o que esperar de um governo brasileiro que não tem legitimidade para estar no poder?", questiona.
"Quem responsabilizará os autores intelectuais desse crime? O que fica muito claro é que há algo mais que trágico nesse incêndio, parece haver um forte odor de algo Supremo nesse criminoso incêndio", diz.
Leia a íntegra.
O Odor Por Trás de Um Incêndio.
Há muitas mãos por trás desse incêndio. Cada uma delas foi responsável pela destruição desse patrimônio que pertencia não só ao povo brasileiro, mas a humanidade. Quem diria que após a destituição da Biblioteca de Alexandria, o mundo passaria por outra dor tão grande? E para piorar, quem diria que nós, brasileiros, seríamos responsáveis por mais esse vexame aos olhos do mundo? Lembro que senti uma dor enorme, enquanto estudante de história, ao ter conhecimento do incêndio da Biblioteca de Alexandria. Ficava pensando quantos tesouros perdermos naquela tragédia. E hoje volto a sentir um dor ainda maior, pois temos tecnologia suficiente para evitar a destruição de todo o acervo da Biblioteca Nacional, mas uma política de estado, com cortes em áreas essenciais para Educação e Cultura, somado ao desvio - não há outro nome a ser dado-, de recursos públicos para alimentar a ganância insaciável e as regalias de certas castas da República brasileira, resultaram nas famosas contenções de despesas que impediram o salvamento daquele patrimônio de um fim tão trágico. Mas, o que esperar de um governo brasileiro que não tem legitimidade para estar no poder? E que se mantém nele às custas de negociatas, seja com o Congresso ou com quem, na base da canetada, é quem, de fato, governa e desgoverna esse pobre país. Essa mesma casta que se auto concede reajustes e regalias inimagináveis em uma República. Quem responsabilizará os autores intelectuais desse crime? O que fica muito claro é que há algo mais que trágico nesse incêndio, parece haver um forte odor de algo Supremo nesse criminoso incêndio.
Marcondes Araújo.
Professor de história por formação acadêmica.
Recife, 03 de setembro de 2018.
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