O número de vendas cai em todo o Grande Recife
Os setores de calçados, móveis de decoração e veículos foram os únicos dentre os 13 ramos acompanhados pela Fecomércio-PE que apresentaram crescimento nas vendas em abril. Porém, a redução do IPI pode implicar num resultado mais satisfatório no primeiro semestre de 2012. As reduções ficaram próximas da casa de um ponto percentual
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PE247 - Os setores de calçados, móveis de decoração e veículos foram os únicos dentre os 13 ramos acompanhados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE) que apresentaram crescimento com relação as vendas em abril, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Os aumentos se deram em 4,8%, 9,5% e 12,9%, respectivamente.
Os consultores da Fecomércio explicam que a diminuição das vendas não significa um fraco desempenho, porque abril foi mês da semana santa, reduzindo o número de dias úteis e, por conseguinte, as compras. Além disso, o comércio teve incremento de 1,6%. O destaque dos setores é para as lojas de utilidades domésticas, com o crescimento superior a 10%.
De acordo com o levantamento, nos demais setores, as quedas representaram menos de 1%. O ritmo das vendas diminuiu bastante nos setores de livrarias e papelarias, apresentando uma queda de 38%. O número reflete a intensa procura por livros no mês anterior, incentivada pela compra de material escolar.
Um dos examinadores da entidade, Luiz Kehrle, destaca o ramo automobilístico. “O crescimento no setor foi de 13%, que, apesar do bom resultado, ainda não supera o crescimento de mais de 19% apresentado no mesmo período do ano passado”, ressalta.
Porém, para o especialista, a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) dá mostras de que pode influenciar no resultado global do desempenho nos primeiros seis meses de 2012. “Com as recentes medidas de incentivo à venda de veículos, é possível que o primeiro semestre do ano encerre com crescimento em todos os ramos em relação ao mesmo período de 2011”, explica o consultor da Fecomércio, José Fernandes de Menezes.
EMPREGOS – Tanto no acumulado do ano como em comparação a Abril, o nível dos empregos no comércio está em torno de 3%. Apesar das dificuldades encontradas no primeiro quadrimestre houve acréscimo de 1,3% no nível de empregos em revendedoras de veículos.
SALÁRIOS – Em comparação ao ano passado os salários pagos tiveram aumento de 9% e no acumulado do ano, o aumento subiu para 9,5%, considerando ou não a influência das vendas nas concessionárias de veículos.
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