O nó da gravata começa a apertar para o PSB
Movimentação intensa em torno do lançamento de uma candidatura própria em 2014 está começando a “apertar o nó da gravata” do partido; apesar de Eduardo Campos ainda não ter sido lançado oficialmente, PT e PMDB trabalham com a ideia de os socialistas deixarem o governo e já se cogita a retomada dos cargos da legenda numa reforma ministerial
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Paulo Emílio _PE247 - A intensa movimentação feita pelo PSB em torno do lançamento de uma candidatura própria à disputa pela Presidência da República em 2014 está começando a “apertar o nó da gravata” da legenda. Apesar do governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, não ter confirmado oficialmente a sua postulação, PT e PMDB trabalham com a ideia dos socialistas deixarem o governo. Por conta desta possibilidade, já se cogita a retomada dos cargos cedidos à legenda. Os dois partidos também tentam prever quais serão os próximos passos e os possíveis cenários que Eduardo pode capitalizar nos próximos meses.
A presidente Dilma Rousseff (PT) já reuniu-se com o vice Michel Temer (PMDB) para discutir o assunto. O PSB também será a pauta do encontro que a presidente deverá ter na próxima semana com outras lideranças do PT e PMDB. O resultado destes encontros pode ser a saída do PSB dos cargos que ocupa no primeiro escalão, marcando assim o início de uma reforma ministerial, atendendo tanto a setores do PT como do PMDB que brigam por mais espaço junto ao governo. Uma outra preocupação é como afagar o PR e o PDT de maneira a evitar que eles acabem debandando do barco governista e terminem se aliando a Eduardo e ao PSB. No momento, o que parece segurar o freio é o fato do PT precisar do apoio dos socialistas nas pautas de votações do Congresso. Uma linha tênue e delicada e que pode romper a qualquer momento.
Além deste fato concreto, Dilma também que lidar com análises internas que colocam em xeque até mesmo a sua candidatura à reeleição. Segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, parte da equipe da presidente avalia que Eduardo Campos está forçando a mão na sua candidatura de maneira a estimular a volta de Lula em 2014. Neste caso, o pernambucano retiraria a sua postulação com a condição de ser vice “tornando-se herdeiro natural do lulismo”. Em contrapartida, o PMDB ganharia o apoio do PT para disputar o governo de São Paulo.
Com o imbróglio cada vez maior, bem como as especulações crescendo gradativamente, resta esperar qual será o real posicionamento de Eduardo Campos, que, neste momento, não parece estar muito incomodado com o nó que pouco a pouco começa a ficar mais apertado.
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