O mistério da segunda reunião ministerial
Aps uma srie de reunies secretas que vararam o fim de semana, presidente Dilma Rousseff se rene com seus 38 ministros pela primeira vez no ano, na segunda reunio geral do governo; afora as prioridades para 2012, fica a pergunta: quem continua na foto?
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247 – A presidente Dilma Rousseff conduz, há quatro dias, uma série de reuniões preparatórias convocadas para definir as prioridades do governo para 2012. Estiveram em pauta, desde quinta-feira, a crise econômica internacional, os eventos mundiais que serão sediados pelo Brasil (Rio+20, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) e os programas sociais do governo, tudo no clima mais sigiloso possível. As articulações terminam em reunião marcada para a tarde desta segunda-feira, que também pode determinar quem fica e quem sai da Esplanada dos Ministérios para o segundo ano de governo.
De certo, por enquanto, é que essa será a última reunião ministerial de Fernando Haddad enquanto ministro da Educação. Ah, também não deve haver mudança no Ministério da Fazenda. O ministro Guido Mantega, aliás, abre a reunião desta segunda, com uma exposição sobre a conjuntura econômica mundial. Haddad dará lugar ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PT. No lugar de Mercadante, assume Marco Antônio Raupp, a primeira escolha de Dilma na aguardada reforma ministerial, e uma opção técnica.
São esperadas mudanças na Secretaria das Mulheres, de onde Iriny Lopes deve sair para disputar a Prefeitura de Vitória, no Ministério do Trabalho, que funciona com interino desde a queda de Carlos Lupi, e no Ministério das Cidades. Para a presidente Dilma Rousseff, essas mudanças não chegam a configurar uma reforma, algo que existiria apenas na cabeça da imprensa. Mas, unidas às sete mudanças feitas ao longo de seu primeiro ano de governo, as alterações em mais quatro ministérios – ainda que duas sejam por motivo eleitoral – consolidam uma mudança representativa na primeira foto da equipe de governo, tirada em janeiro do ano passado.
Pela repercussão da indicação de Marco Antônio Raupp para a Ciência e Tecnologia e de Maria das Graças Foster para a presidência da Petrobras, Dilma deve ter percebido que quanto menos mexer nas Pastas, melhor. A presidente não levou em conta nem o PT para fazer as indicações, o que irritou o partido. O mesmo pode ocorrer com outras legendas e seus respectivos ministérios, caso elas percam espaço. Algo do tipo tem mais probabilidade de acontecer com o PSB, já que, especula-se, a Secretaria de Portos pode perder o status de ministério.
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