Novos nomes surgem na CPI da Assembleia
Candidato a vice na chapa de Paulo Garcia (PT), Agenor Mariano (PMDB) está na mira da comissão, controlada por adversários no Parlamento Goiano; ex-secretário da Prefeitura de Goiânia na administração de Iris Rezende, o vereador foi gestor de contratos da Delta
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A CPI deve convocá-lo e pode pedir a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e de SMS do vereador. O motivo: ele foi o gestor de contratos da Delta com a Prefeitura enquanto ocupou a Pasta, escolhido pelo prefeito Iris Rezende (PMDB). Agenor seria até o presidente da CEI que investigaria os contratos da Delta em 2009, na Câmara Municipal, mas desistiu da incumbência por sua ligação com a empreiteira.
Agenor será chamado para explicar denúncias que ligam o ex-presidente da Comissão de Licitação da Prefeitura entre 2005 e 2006, Fábio Passaglia, à Delta. Com Passaglia no cargo e fazendo alterações nos editais, a Delta venceu pelo menos duas licitações públicas.
Agenor era o indicado de Iris para gerenciar as licitações e organizar os contratos. O escândalo também é investigado pelo Ministério Público desde 14 de junho, quando abriu inquérito para apurar possível prática de lavagem de dinheiro envolvendo Passaglia, Souza e a Delta. A revista Veja também já publicou a denúncia.
Agenor também foi Secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Goiânia entre 2005 e 2008. Foram assinados contratos e aditivos, um até com dispensa de licitação (contrato 134/2006) com a Delta que somavam mais de 50 milhões de reais. Todos em aluguel de máquinas e caminhões. Agenor se elegeu vereador e em 2009 foi eleito relator da CEI da Delta, mas depois de uma denúncia de um vereador, pediu para sair.
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