Novos nomes aparecem na delação de Valério

A delação premiada feita pelo empresário Marcos Valério atinge em cheio políticos de Minas que, até então, não apareciam entre as principais figuras dos casos, como o ex-secretário de Estado de Governo Danilo de Castro (PSDB), o ex-ministro dos Transportes e ex-deputado Anderson Adauto (PRB) e o ex-deputado estadual e conselheiro do TCE Mauri Torres (PSDB); publicitário citou ainda o repasse de recursos ilícitos, via agência DNA, ao ex-secretário de Saúde Marcus Pestana (PSDB), que ocupava a pasta durante a gestão do senador Aécio Neves (PSDB) à frente do governo de Minas

Brasil, Belo Horizonte, MG, 02/12/2011. O publicit·rio Marcos ValÈrio Fernandes de Souza, suspeito de comandar o esquema nacionalmente conhecido como Mensal„o, foi preso na madrugada desta sexta-feira (2) em Belo Horizonte(MG). O empres·rio foi detido no
Brasil, Belo Horizonte, MG, 02/12/2011. O publicit·rio Marcos ValÈrio Fernandes de Souza, suspeito de comandar o esquema nacionalmente conhecido como Mensal„o, foi preso na madrugada desta sexta-feira (2) em Belo Horizonte(MG). O empres·rio foi detido no (Foto: Leonardo Lucena)


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Minas 247 - A delação premiada feita pelo empresário Marcos Valério atinge em cheio políticos de Minas que, até então, não apareciam entre as principais figuras dos casos, como o ex-secretário de Estado de Governo Danilo de Castro (PSDB), o ex-ministro dos Transportes e ex-deputado Anderson Adauto (PRB) e o ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Mauri Torres (PSDB).

O publicitário citou ainda o repasse de recursos ilícitos, via agência DNA, ao ex-secretário de Saúde Marcus Pestana (PSDB), que ocupava a pasta durante a gestão do senador Aécio Neves (PSDB) à frente do governo de Minas. Atualmente, Pestana é deputado federal pelo partido. 

No caso conselheiro do TCE Mauri Torres, Valério disse que o ex-deputado teria solicitado um empréstimo de alto valor ao publicitário Ramon Hollerbach Cardoso, sócio de Valério nas agências DNA Propaganda e SMPB, com o objetivo de comprar um apartamento na avenida Olegário Maciel, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

"Como o valor era um pouco alto, resolvemos, junto com o Banco Rural, fazer um empréstimo com o aval dele. Mas aí surgiu uma demanda do secretário Danilo de Castro, que era para ajudar, além do Mauri Torres, ele próprio e o governador de Minas”, escreve Valério no anexo 31 da delação. “Fizemos um financiamento numa quantia maior e repassaríamos todos os valores em dinheiro para Mauri e Danilo”, diz. Os relatos do foram obtidos pelo jornal O Tempo (veja aqui).

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De acordo com a delação do publicitário, Valério e os sócios ficaram pagando o financiamento do apartamento e realizando os repasses com dinheiro vivo oriundo “dos próprios bolsos”. “A partir daí, ficou acertado que o sr. Oswaldo Borges da Costa (ex-presidente da Codemig) iria providenciar o pagamento de tudo e quitar o empréstimo fraudulento feito com o Banco Rural para dar um ar de legalidade à operação”.

O advogado Sânzio Baioneta disse que as acusações contra Torres são “fantasiosas e descabidas por parte do Sr. Marcos Valério. Em mais uma tentativa de atenuar sua condenação à pena de 40 anos de reclusão em regime fechado, decorrente do julgamento do processo conhecido como Mensalão, novamente este cidadão apresenta versão absolutamente inverídica sobre os fatos”.

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Valério também disse ter feito repasses ao ex-ministro Anderson Adauto quando presidia ALMG, em 1999. “Quando ganhamos a conta de publicidade da ALMG, passamos a fazer os repasses para uma conta em nome de Anderson Adauto”, acrescenta. De acordo com o publicitário, durante todo o tempo da presidência de Adauto na ALMG (1999 a 2001), foram destinados recursos para compra e reforma de um apartamento em Belo Horizonte. “Os recursos foram entregues em dinheiro vivo para pagar as despesas de mão de obra do apartamento, além do material de construção”, continua.

O empresário afirma, ainda, que, na disputa ao governo de Minas em 1998, o ex-senador Clésio Andrade teria pagado diversos deputados da base governista na AL-MG para que ele fosse indicado como vice na chapa de Eduardo Azeredo (PSDB), que tentaria a reeleição.

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