Nova Savassi terá outro modelo de comércio

Depois de uma ampla revitalização, bairro de Belo Horizonte se prepara agora para renascer comercialmente; esquema de promoções conjuntas, como as feitas nos shopping centers, e novos horários de fechamento, são algumas das alternativas estudadas

Nova Savassi terá outro modelo de comércio
Nova Savassi terá outro modelo de comércio (Foto: Divulgação)


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Minas 247 – Revigorada depois de uma ampla revitalização, a Savassi, região nobre no centro sul da capital mineira, está se preparando para reconquistar o belo-horizontino. Depois de ter vivido anos áureos nas década de 80 e 90, a região entrou em ligeiro declínio no início deste século. Um projeto da prefeitura municipal que gerou transtornos a moradores e comerciantes foi finalmente concluído no final de maio deste ano e o resultado, esteticamente, foi só elogios.

Agora a Savassi se prepara para o renascimento comercial, para tanto prepara uma série de ações com intuito de estimular o retorno dos antigos clientes e fidelizar ainda mais os que já são. A partir de agosto próximo as lojas em torno da Praça Diogo de Vasconcellos, a popular Praçinha da Savassi, ficarão abertas até ás 21 horas nos dias de semana. Paralelamente serão organizadas promoções conjuntas entre todos os lojistas, nos moldes das que já existem nos shopping centers da cidade.

Confira a matéria do jornalista Pedro Rocha Franco, do jornal Estado de Minas

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Na briga para retomar parte do público que optou por fazer compras em shopping centers nos últimos anos, lojistas da Savassi já haviam definido a extensão dos horários do comércio até as 21h. Uma nova arma nessa estratégia é a realização de promoções conjuntas entre os estabelecimentos, com regras semelhantes às adotadas pelo Lápis Vermelho do Grupo Multiplan (BH Shopping, Pátio Savassi e Diamond Mall), por exemplo. A proposta, estabelecida ontem em reunião entre comerciantes e órgãos públicos, é sortear prêmios para compradores que adquirirem cotas mínimas nas lojas participantes da promoção.

A ação integra um conjunto de medidas propostas pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) batizadas de Shopping a céu aberto. A entidade acredita que a união dos comerciantes pode possibilitar maior competitividade, resgatando clientes que passaram a fazer compras apenas em centros comerciais fechados. Além dessas promoções, devem ser organizados eventos de baixo impacto, como desfiles de moda e apresentações musicais. “As coisas estão surgindo dos próprios lojistas”, afirma o presidente do conselho CDL-Savassi, Alessandro Runcini. Entre as propostas, também está a realização de cursos para capacitação de lojistas. Na pauta, aulas para melhorar o marketing das empresas e também para organização de vitrines.

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No mês passado, os lojistas decidiram que, a partir de 1º de agosto, 40 empresas localizadas na Rua Antônio de Albuquerque, entre a Praça Diogo de Vasconcelos e a Rua da Bahia – perímetro identificado para implantação da Via Albuquerque, projeto que pretende transformar a rua na Oscar Freire de Belo Horizonte –, terão seu horário de funcionamento estendido até as 21h, na tentativa de rivalizar com shopping centers, que ficam abertos até as 22h. O projeto-piloto, que deve valer até 31 de dezembro e, se aprovado, tende a ser estendido para outras ruas da região, cria facilitadores para os frequentadores da Savassi, como a maior existência de vagas do Faixa Azul com término da exigência às 18h. Com isso, pelo menos em um horário, um dos principais problemas da região estaria solucionado: o da falta de vagas.

Se, por um lado, o projeto é tido como esperança para melhorar as vendas, por outro também trouxe problemas. A insegurança é o principal deles. Para evitar o aumento de ocorrências, ontem, em reunião entre comerciantes e órgãos públicos, a Polícia Militar confirmou que vai reforçar o policiamento na região. Duas viaturas devem ficar posicionadas estrategicamente na Antônio de Albuquerque até as 22h, evitando assaltos aos estabelecimentos e frequentadores, e dando tempo para que os trabalhadores deixem seus empregos e possam esperar ônibus para voltar para casa.

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A última ação definida é a distribuição de uma cartilha para divulgação dos estabelecimentos comerciais participantes do projeto. Trinta mil folders devem ser confeccionados até o fim do mês e entregues aos frequentadores da Savassi para mostrar o trecho que terá lojas abertas até as 22h.

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