Nordeste registra alta na produção industrial

Em meio à queda da produção industrial brasileira de 2,7% em 2012, cinco das 14 localidades fora do Eixo Rio-São Paulo pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta em comparação com 2011, impulsionadas por atividades ligadas às commodities industriais; o destaque foi a Região Nordeste, que representou 10% do total produzido no País; Pernambuco, com aumento de 1,3%, e Bahia (4,2%), foram os destaques regionais

Nordeste registra alta na produção industrial
Nordeste registra alta na produção industrial (Foto: REBECCA COOK)


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PE247 – Em meio à queda da produção industrial brasileira de 2,7% em 2012, cinco das 14 localidades fora do Eixo Rio-São Paulo pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentaram alta em comparação com 2011, impulsionadas por atividades ligadas às commodities industriais. O destaque foi a Região Nordeste, que representou 10% do total produzido no País. Pernambuco, com aumento de 1,3%, e Bahia (4,2%), foram os destaques regionais.

A indústria nordestina teve um avanço significativo em seu desempenho, ainda porque vinha de um ano com baixa de 4,4% em comparação com o ano anterior, de acordo com o professor do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec-RJ), Ruy Quintans. Porém, ainda não há sinais de recuperação em regiões com atividades ligadas, principalmente, à indústria de transformação, que corresponde a 75% do setor como um todo. A pesquisa mostrou, ainda, que outras estados fora do Nordeste se destacaram, como os estados de Goiás e Minas Gerais, que tiveram alta de 3,8% e 1,4%, respectivamente.

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-coordenador de Indústria do IBGE, Silvio Sales afirmou que as indústrias de refino de petróleo, papel e celulose foram determinantes para a retomada do crescimento industrial no Nordeste. Segundo informações do jornal Valor Econômico, o avanço na área de refino de petróleo e álcool foi de 3,5% enquanto no setor químico este índice chegou a 8% no setor químico.

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A Bahia foi o Estado determinante no crescimento da produção industrial nordestina. “A indústria baiana foi impulsionada pela produção de químicos e refino de petróleo, setores que vêm crescendo muito em função da baixa base de comparação de 2011. Juntos, esses setores têm um peso de 50% da indústria da Bahia, o que nos ajuda a entender o crescimento industrial naquele Estado”, disse o gerente da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo.

Por sua vez, o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério César de Souza, afirma que a continuação de taxas positivas de crescimento pode aumentar a participação de regiões fora do eixo Sudeste na indústria brasileira a longo prazo. “Mas isso ocorreria se esse cenário se repetisse em um cenário bem de longo prazo. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ainda representam, juntas, quase 60% do total da indústria nacional”, declarou.

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Conforme o especialista, diante da baixa representatividade da produção industrial nordestina no país, uma recuperação sustentável do setor será possível apenas se o estado de São Paulo, que representa 42% da industrial nacional, retomar o crescimento. César de Souza avalia que as medidas tomadas pelo governo visando o estímulo à atividade industrial, como melhorias em infraestrutura e logística mais a redução no custo de energia ,contribuirão para o aumento da produção em São Paulo.

“Mas essa melhora não vai acontecer da noite para o dia”, acrescentou. De acordo com a pesquisa, São Paulo teve uma queda de 3,9% na produção em 2012 comparado ao ano anterior, a segunda pior taxa em 20 anos.

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