No Recife, PT engrossa e ameaça romper com a Frente Popular

Presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, diz que insistência do PSB em lançar candidato próprio poderá levar a legenda a romper com a Frente Popular; Apesar disto, ele garante que não se trata de um possível rompimento com o PSB ou com o Governador Eduardo Campos; Será?

No Recife, PT engrossa e ameaça romper com a Frente Popular
No Recife, PT engrossa e ameaça romper com a Frente Popular (Foto: Sérgio Figueirêdo/Divulgação)


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Leonardo Lucena_PE247 – Num quadro político, no qual os indícios de fragmentação dentro da Frente Popular recifense ficam mais evidentes, surge a possibilidade real do PSB lançar um candidato próprio à Prefeitura do Recife. Por conseguinte, correm nos bastidores as informações de que o Partido dos Trabalhadores poderia lançar como postulante o ex-prefeito e deputado federal, João Paulo, para “bater de frente” com os socialistas no pleito municipal tendo o senador Humberto Costa ocmo seu vice. Mas o deputado federal e presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, assegurou a candidatura do senador Humberto Costa e diz que todo restante não passa de especulação. Além disso, ele disse que a entrada do PSB no pleito representa uma ameça à manutenção da Frente Popular, muito embora negue um possível rompimento com os aliados socialistas.

“Não fechamos com João Paulo. Tratam-se apenas de especulações. Nosso candidato é o senador Humberto Costa”, afirmou Pedro Eugênio. De acordo com o deputado, não há justificativa para o PT abdicar de sua candidatura em favor de outro partido, pois a sigla apresenta grandes lideranças com forte respaldo popular. “Queremos ganhar, porém com os nossos aliados”, acrescentou Eugênio. Os boatos vieram à tona porque João Paulo deixou a Prefeitura do Recife com quase 90% de popularidade, segundo pesquisas. Dessa forma, em tese, aumentariam as chances do PT vencer as eleições.

Segundo o parlamentar, caso venha um prefeiturável indicado pelo governador Eduardo Campos (PSB), isso não significa um rompimento com o gestor estadual ou com o seu partido. “Não vamos romper com Eduardo nem com o PSB. Agora, se um candidato socialista concorrer às eleições de outubro, o PT rompe com a Frente Popular, que deixará de existir”, completou.

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No entanto, as informações dão conta de que 14 dos 18 partidos integrantes da Frente Popular estariam dispostos a apoiar o projeto encabeçado pelo PSB. Além disso, pode ser concretizada uma candidatura do bloco alternativo – PV, PDT, PRB, PDT e PTB. Ou seja, o PT corre o risco de ficar isolado.

Uma outra articulação em andamento por parte do PSB seria a raticulação com o PTB para que este  indicasse o candidato  avice numa eventual chapa majoritária que deverá ser anunciada, ou não, ainda esta semana. A dobradinha PSB e PTB também é vista como uma espécie de renovação da aliança entre os dois caciques políticos, o governador Eduardo Campos e o senador Armando Monteiro Neto. O que falta para isto? Resta apenas esperar para ver o resultado do diálogo entre Eduardo Campos e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para acontecer esta semana.

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