Neto recebe PMDB como "grande articulador" com o governo
"Vamos ampliar em muito a votação que ACM Neto teve no primeiro turno. O partido está em peso com Neto", disse o ex-ministro da Integração Nacional e potencial candidato do PMDB ao governo da Bahia em 2014, Geddel Vieira Lima; Neto, por sua vez, se antecipou na tentativa de desconstruir a tese petista de que, para fazer uma boa gestão, o prefeito tem que ter alinhamento político partidário com o governador e com a presidente da República. "Apoio do PMDB vai ser importante para reforçar nossa interlocução com o governo federal"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Romulo Faro_Bahia 247
Acabou a agonia. Sem surpresa, o PMDB acabou de confirmar o que já era esperado: vai apoiar ACM Neto (DEM) para prefeito de Salvador no segundo turno. "Depois de domingo, fiz uma série de consultas a diversas instâncias e militantes do partido e chegamos à conclusão de que o melhor era apoiar ACM Neto", disse o deputado federal e presidente do PMDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, em entrevista coletiva na sede do PMDB.
Entusiasmado, o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, garantiu empenho do PMDB e peso para fazer o democrata prefeito da terceira maior capital do Brasil. "Vamos ampliar em muito a votação que ACM Neto teve no primeiro turno. O partido está em peso com Neto".
ACM Neto, por sua vez, comemorou o valioso apoio e se antecipou na tentativa de desconstruir a tese petista de que, para fazer uma boa gestão, o prefeito tem que ter alinhamento político partidário com o governador do estado e com a presidente da República. "Apoio do PMDB vai ser importante para reforçar nossa interlocução com o governo federal".
O democrata já calssificou Geddel como o "grande interlocutor" com Dilma. "Sabemos que o dinheiro não é federal, estadual nem municipal, como tenta chantagear o PT. O dinheiro público é do povo. Mas temos de ressaltar a importância do PMDB, que tem o vice-presidente da República, seis ministros e uma grande bancada no Congresso. Depois do dia 28, vou deixar o palanque e visitar o vice-presidente Michel Temer para pedir a ele que seja um interlocutor de Salvador, abrindo um canal direto com a presidente Dilma Rousseff (PT)".
Geddel também se apressou em dizer que a aliança com o DEM no plano municipal (e consequente manutenção de oposição do governador Jaques Wagner) não terá nenhum reflexo na relação com o governo da presidente Dilma Rousseff, cujo vice é o peemedebista Michel Temer.
A maior liderança do PMDB na Bahia não comentou explicitamente se entregará, de fato, o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, conforme afirmou a possibilidade o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp.
O ex-ministro negou as afirmativas dos governistas de que a aliança é moeda de troca pelo apoio do DEM à sua candidatura de governador em 2014. Mas, com certeza, esse é o cenário que se pinta a partir de hoje.
Contudo, também como previsto, o candidato derrotado do PMDB no primeiro turno, Mário Kertész, vai trilhar caminho diferente do partido. Em coletiva marcada para esta quinta-feira (11) ele anunciará sua desfiliação do PMDB e seu apoio à candidatura do petista Nelson Pelegrino.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247