"Nem todo o conjunto da reforma valerá para 2014”

Em meio à discussão sobre a reforma política no Congresso Nacional, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aliado oficial da presidente Dilma Rousseff (PT), mas que pode vir a disputar a eleição presidencial em 2014, afirmou que alguns pontos do projeto proposto pelo Governo Federal sobre o tema não valerão para o próximo pleito; “Alguma coisa deve valer para 2014, mas nem todo o conjunto da reforma necessariamente valerá para 2014”

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PE247 – Em meio à discussão sobre a reforma política no Congresso Nacional, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aliado oficial da presidente Dilma Rousseff (PT), mas que pode vir a disputar com ela a eleição presidencial em 2014, afirmou, no Palácio do Planalto, que alguns pontos do projeto proposto pelo Governo Federal sobre o tema não valerão para o próximo pleito. “Alguma coisa deve valer para 2014, mas nem todo o conjunto da reforma necessariamente valerá para 2014”, disse.

Após a avalanche de protestos que ocorreu em várias cidades brasileiras e ainda ocorrem pedindo melhoria na prestação de serviços públicos, cujo mote inicial foi a redução das tarifas de ônibus, o Governo Federal estuda fazer a reforma política e pretende realizar um plebiscito – consulta pública antes de um projeto ser aprovado.

No entanto, Campos foi cauteloso e reforçou que os parlamentares serão os responsáveis por decidir o que valerá ou não para o próximo pleito. “Isso é uma decisão que vai ser dada no debate no Congresso Nacional. Pode ser objeto, inclusive, do próprio plebiscito, se o plebiscito acha que todas as regras deverão valer imediatamente ou não”, observou.

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Cotado para ser um dos possíveis adversários da presidente Dilma Rousseff (PT) no próximo ano, o governador pernambucano se mostrou preocupado diante da possibilidade de vários parlamentares do Congresso não verem a reforma política com bons olhos em função de interesses pessoais.

O curioso é que, em abril deste ano, os deputados e senadores não concederam o caráter de urgência da reforma política. Em contrapartida, a presidente Dilma tem manifestado a sua posição em favor das mudanças, o que joga a responsabilidade da aprovação do projeto para o Congresso Nacional.

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Além disso, vale ressaltar que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentaram um projeto de lei, no último dia 24, de iniciativa popular visando à aprovação da reforma política. Para tanto, será necessário coletar 1,6 milhão de assinaturas, o que equivale 1% do eleitorado brasileiro.  

 

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