Navegador Brave apresenta queixa contra Google por publicidade digital

A Brave opera como um navegador privado, impedindo o uso de rastreadores em páginas da web para coletar dados sobre o comportamento online das pessoas, dando informações detalhadas sobre o funcionamento interno da indústria de anúncios online.

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Navegador Brave apresenta queixa contra Google por publicidade digital


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(Reuters) - O Brave, navegador da internet com foco em privacidade do guru de engenharia do Vale do Silício Brendan Eich, apresentou ação na Grã-Bretanha e na Irlanda, que pode tornar-se um caso contra o Google e outras empresas de publicidade digital.

Os demandantes afirmam que querem acionar um artigo do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia(GDPR) que requer uma investigação em toda a UE, tornando-se um teste para um novo Conselho Europeu de Proteção de Dados criado para dar mais força ao regime de privacidade.

O GDPR quer garantir que os indivíduos tenham maior controle sobre os dados que as empresas detêm sobre eles. Brave e os demais demandantes dizem que o Google e outros não estão respeitando os dados das pessoas.

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“Há uma maciça e sistemática violação de dados no coração da indústria da publicidade comportamental. Apesar do período de dois anos antes do GDPR, as empresas de tecnologia da puplicidade (adtech) não conseguiram cumprir”, disse o diretor de política da Brave, Johnny Ryan, à Reuters.

A queixa alega que, quando uma pessoa visita um site, os dados pessoais íntimos que a descrevem e o que ela faz online são transmitidos para dezenas ou centenas de empresas sem seu conhecimento, a fim de leiloar e publicar anúncios.

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Isso, segundo a queixa apresentada na quarta-feira, viola a exigência do GDPR de que os dados pessoais sejam processados ​​de forma a garantir que eles sejam protegidos adequadamente, inclusive contra processamento não autorizado ou ilegal e contra perdas acidentais.

O Google diz que já implementou fortes proteções de privacidade em consulta com os reguladores europeus e está comprometido em cumprir o GDPR.

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A Brave opera como um navegador privado, impedindo o uso de rastreadores em páginas da web para coletar dados sobre o comportamento online das pessoas, dando informações detalhadas sobre o funcionamento interno da indústria de anúncios online.

A nova lei de privacidade de dados também pode ter um enorme impacto nas empresas que desafiam gigantes como o Google e seus usuários para coletar e analisar dados de sites para formar perfis de consumidores bem específicos.

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Por Douglas Busvine

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