Não vai sobrar um petista na Prefeitura de BH
"São pessoas que continuam na administração e correm o risco de começar desde já a fazer oposição. Não vamos fazer uma caça às bruxas, mas alguma mudança haverá", disse o prefeito reeleito Marcio Lacerda (PSB), em tom ameno; mas nos bastidores as informações dão conta de que o socialista vai varrer o PT da administração; e com razão, afinal, logo após o resultado da eleição, no domingo (7), o candidato derrotado Patrus Ananias (PT) prometeu ser um dos mais ferrenhos opositores à gestão do ex-aliado
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Minas 247
Os petistas que são fruto da duradoura mas findada aliança com o PSB por causa da decisão de lançar a candidatura de Patrus Ananias (PT) estão com os dias contados na Prefeitura de Belo Horizonte, que ficará por mais quatro anos sob comando de Marcio Lacerda (PSB), reeleito no primeiro turno.
O socialista já anunciou que vai começar a mapear a estrutura administrativa para definir os perfis ideais para a gestão e que os petistas que ainda permanecem em cargos comissionados serão exonerados.
Em julho, PSB e PT romperam em razão da decisão dos socialistas de não se aliarem na briga pelas 41 cadeiras de vereador. Na ocasião, parte dos cerca de 900 petistas que participavam da administração pediram exoneração.
Ao reclamar nesta segunda (8) que teve uma relação "muito tumultuada" com o PT por três anos e meio de mandato, Lacerda disse que vários filiados ao partido que ainda estão na prefeitura adotaram posturas "agressivas e desleais" que ele teme serem seguidas até o fim do mandato, em 31 de dezembro.
"São pessoas que continuam na administração e correm o risco de começar desde já a fazer oposição. Não vamos fazer uma caça às bruxas, mas alguma mudança haverá", afirmou o prefeito, completando que trata-se de "casos isolados".
Pesam ainda a favor do prefeito declarações de Patrus, que logo após os resultado das eleições no domingo (7) prometeu fazer oposição ferrenha ao prefeito e a seus aliados, sobretudo a seu padrinho político, o senador Aécio Neves.
Os partidos que fizeram oposição ao prefeito elegeram 11 dos 41 vereadores da capital (seis do PT, dois do PRB, dois do PCdoB e um do PMDB).
Sobre a nova configuração na Câmara Municipal, que revela imensa maioria para sua base, Lacerda disse que está "acostumado" à oposição feita pelo PT, pois embora integrasse o governo, parte da atual bancada petista fazia parte do grupo que criticava a sua administração. "Só espero que eles não sejam uma oposição à cidade".
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