“Não renunciamos ao nosso direito”
Um dia após o estouro da maior crise vivenciada pelo PT no Recife, o prefeito João da Costa, em entrevista à Rádio Jornal, garante que não vai abrir mão de disputar a reeleição; o gestor assegurou que não vai mudar de posição porque se submeteu a tudo o que o partido programou, incluindo a inscrição em uma segunda eleição interna
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Leonardo Lucena_PE247 –“Não renunciamos ao nosso direito”. Com essa declaração durante entrevista ao programa Supermanhã, da Rádio Jornal, hoje (31), o prefeito do Recife, João da Costa (PT), reafirma que segue candidato, independente da orientação da executiva nacional de sua legenda. O gestor afirmou que, pelo estatuto do partido, quando alguém renuncia a uma prévia - neste caso, o secretário estadual de Governo, Maurício Rands -, é homologada a oficialização do concorrente. Além disso, o gestor assegura que é o postulante petista com melhor intenção de votos nas capitais brasileiras.
O prefeito insistiu que se submeteu a todos os processos programados pelo partido, incluindo a inscrição em uma segunda prévia. E que, por isso, está seguindo tudo o que está estabelecido nas normas petistas. Para oficializar a sua posição, João da Costa convocou uma coletiva de imprensa, às 15h, na sede do PT recifense. “Adianto a nossa posição. Continuo candidato”, indicou.
Ainda durante a entrevista, em tom de brincadeira, o apresentador Geraldo Freire questionou ao prefeito João da Costa se poderia “apostar um ‘testículo’ seu” na manutenção da postura do petista. Mesmo se mostrando constrangido com a inusitada pergunta, o gestor mostrou confiança e cravou que sim.
De fato, depois da desistência do secretário estadual de Governo, Maurício Rands, o futuro do PT continua incerto. Primeiro, porque o senador Humberto Costa – que é o candidato da preferência da executiva nacional petista - ainda não se pronunciou sobre o caso. Segundo, porque não se sabe ao certo se, com a insistência de João da Costa, o nome dele será oficializado como pré-candidato petista, mesmo sem o apoio de grandes lideranças do PT, como ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo.
Ao contrário do que se esperava com a vinda de membros da Executiva Nacional para a tentativa de selar de vez a briga no Partido dos Trabalhadores, o imbróglio continua por tempo indeterminado.
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