"Não Pago" não desiste e recorre ao TJ contra aumento da passagem

O advogado do Movimento Não Pago, Luís Gustavo Freitas, afirma que com esta ação pretende mostrar ao Judiciário as irregularidades contidas nas planilhas: "contas que não batem e que nitidamente não procedem com a realidade do serviço que atualmente é prestado. Conforme determina a legislação, permanecemos aguardando por um mês a resposta do tribunal"

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Sergipe 247 - O Movimento 'Não Pago' apresentou, nesta sexta-feira (2), ao Tribunal de Justiça, um pedido de revisão da liminar judicial que autorizou o retorno do valor da tarifa do transporte coletivo de Aracaju para R$ 2,25. Em entrevista ao Jornal do Dia, o advogado Luís Gustavo Freitas afirmou que com esta ação, o movimento mostra ao Judiciário as irregularidades contidas nas planilhas. "Contas que não batem e que nitidamente não procedem com a realidade do serviço que atualmente é prestado. Conforme determina a legislação, permanecemos aguardando por um mês a resposta do tribunal", disse.

No encontro que o "Não Pago" teve com o prefeito João Alves Filho (DEM), ele disse não ter informações quanto aos possíveis erros nas planilhas, o que decepcionou os integrantes do movimento. Para o estudante Thiago Alcântara, o chefe do executivo municipal não procedeu com a verdade quando citou o desconhecimento das irregularidades. "A mídia toda de Aracaju vem falando com frequência sobre esse assunto que é de extrema importância pra ele, e como é que ele fala não saber desses erros na contabilidade. No mínimo isso é estranho", disse.

Questionado quanto ao resultado da reunião realizada com João Alves, o advogado Luís Freitas disse que os manifestantes, ao contrário do que anunciaram alguns veículos de comunicação, não aprovaram a receptividade do gestor público e que a mobilização deve continuar até que todas as reivindicações sejam devidamente atribuídas. "Não foi uma reunião satisfatória para o movimento, e justamente por isso a perspectiva é que as atividades continuem sendo realizadas. O aspecto positivo que avaliamos foi o fato do prefeito nos receber para conversar", explicou. Na próxima quarta-feira, 7, os manifestantes voltam a se reunir com João. Só depois deste encontro é que o "Não Pago" tomará posição sobre futuras manifestações

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