Na Lava Jato, Alckmin admite candidatura Doria
Investigado na Lava Jato como "o Santo" das planilhas da Odebrecht, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu pela primeira vez que o prefeito João Doria (PSDB) pode vir a ser o candidato tucano na disputa presidencial; segundo pesquisa Datafolha publicada neste final de semana, Alkmin possui apenas 6% das intenções de voto para 2018, contra 9% a 11%, dependendo do cenário, em favor de Doria; "Ele (Doria) acabou de sair de uma eleição e é obvio que quem disputou mais eleição e eleição mais recente é mais lembrado. Não sei (se Doria será candidato). Se for, será um ótimo candidato", disse
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São Paulo 247 - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que registra apenas 6% das intenções de voto para as eleições presidências de 2018, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (30), admitiu que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que aparece com 9% da preferência do eleitorado, "será um ótimo candidato". "Ele (Doria) acabou de sair de uma eleição e é obvio que quem disputou mais eleição e eleição mais recente é mais lembrado. Não sei (se Doria será candidato). Se for, será um ótimo candidato", disse Alckmin. Segundo ele, "pesquisa antes de começar a campanha eleitoral retrata o passado, é uma fotografia representando as últimas eleições. Então não tem maior significado", minimizou.
Alckmin voltou a demonstrar apoio à reforma da Previdência, mas afirmou que falta ao governo Michel Temer uma comunicação eficaz para explicar os benefícios da proposta à população. "Você não pode ter Previdência, como a do INSS em que 70% ganham um salário mínimo, que a média é 1,7 salário mínimo, que o teto é R$ 5 mil e que na realidade ninguém ganha mais que R$ 4,2 mil, e ter outra Previdência que paga salários de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mi", destacou. "O objetivo da reforma é ter regime geral de Previdência onde o trabalhador do setor privado e o do setor público tenham as mesmas regras", completou.
Para o governador tucano, "convencendo a população, você convence os deputados que são os seus representantes. É preciso entender a lógica da reforma".
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