Na disputa regional, pode sobrar pro marido de Iris

A deputada Iris de Arajo irritou o governador Marconi Perillo ao pedir investigao sobre contas no exterior; ele j mandou avisar ao PMDB que, se ela partir para o ataque na CPI do Cachoeira, haver retaliao na comisso da Assembleia Legislativa contra a gesto de seu marido, Iris Rezende, na Prefeitura de Goinia

Na disputa regional, pode sobrar pro marido de Iris
Na disputa regional, pode sobrar pro marido de Iris (Foto: Montagem/247)


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247 - A deputada federal Iris de Araújo (PMDB) já se estabeleceu como o grande incômodo para o governador Marconi Perillo na CPI do Cachoeira. Inimiga política do governador em Goiás, a deputada solicitou ao Ministério da Fazenda, na semana passada, investigação sobre a existência de contas de Perillo no exterior. A cutucada não ficou sem resposta. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Perillo procurou caciques do PMDB para dizer que, se a deputada partir para o ataque na CPI, haverá retaliação na comissão da Assembleia Legislativa contra a gestão de seu marido, Iris Rezende, na Prefeitura de Goiânia.

Entenda por que a deputada e o governador não se batem:

Vassil Oliveira _Goiás247 – A deputada federal Iris de Araújo (PMDB) já está em ação como integrante da CPI mista do Cachoeira. E o primeiro alvo é o governador Marconi Perillo (PSDB), velho adversário. Segundo informação do colunista Lauro Jardim, da Veja, ela solicitou requerimento para solicitar ao ministro da Fazenda,Guido Mantega, que coloque o Coaf para investigar a existência de possíveis contas bancárias do governador no exterior. Diz ainda a nota: “O pedido de Iris também inclui Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres. A deputada goiana faz o mesmo pedido a Alexandre Tombini no Banco Central.”

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Para entender a rivalidade entre o casal Iris e Marconi é preciso atentar para alguns fatos.

Antes de ser candidato a governador, em 1998, Marconi tentou ser vice de Iris, na época um mito tido como invencível. Não conseguiu. Acabou, por obra do destino – uma oposição unida em busca de alguém disposto a ser candidato –, como nome escolhido para enfrentar o peemedebista. Na campanha, focou seu discurso na crítica dura ao PMDB e a Iris, e deu vida ao que foi considerado o mote vencedor: a familiocracia.

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Vencida a eleição, Marconi manteve o tom duro contra Iris. Em nome da moralidade, elegeu Iris como seu antagonista. E veio um episódio pessoal que consolidou os sentimentos.

O suplente de senador Otoniel Machado, responsável pela coordenação da campanha da coligação Goiás Rumo ao Futuro e irmão de Iris, foi preso no início de 1999 como o principal envolvido no desvio de 7,45 milhões da extinta Caixa Econômica de Goiás (Caixego). A decretação de sua prisão foi assinado pelo juiz federal Alderico Rocha dos Santos, da 5ª Vara da Justiça Federal.

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Primeiro, Otoniel foi informado apenas que deveria prestar depoimento ao Ministério Público Federal. Quando ouviu que estava preso, passou mal e teve de ser internado às pressas no Instituto Neurológico, no Setor Bueno. Diagnóstico: crise de hipertensão. Ali o suplente de senador passou o final de semana, sempre vigiado por um forte aparato da Polícia Federal. E ali começou um calvário que resultaria em uma saúde debilitada indefinidamente. 

De lá para cá, Iris e Marconi passaram a significar embate, disputa, guerra eleitoral – para se dizer o mínimo. Iris, depois daquela derrota, foi ao fundo do poço. Perdeu uma eleição para o Senado e viu seu PMDB, com Maguito Vilela, ser derrotado de novo pelo tucano em 2002. Desde então os peemedebistas claudicam. Um partido que era símbolo de força, e que ficou 16anos no poder, passou a andar sem rumo. 

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A recuperação de Iris veio com a vitória para a Prefeitura de Goiânia, em 2004. Ele derrotou o PT e o candidato de Marconi, Sandes Júnior(PP). E então se aliou ao PT, para novamente derrotar o candidato do governo, de novo Sandes Júnior, em 2008. Aí renunciou ao mandato para disputar o governo contra mais uma vez Marconi. Foi derrotado.

Os últimos acontecimento, portanto, mexem com Goiás em vários sentidos. Um deles é porque coloca mais uma vez frente a frente os Iris e Marconi. O desgaste do tucano, as denúncias contra ele, soam como música aos ouvidos da família irista. E a presença de Iris de Araújo na CPI é sinal de vingança no ar. Iris, o marido, tem convivido em tom ameno com Marconi – vez ou outra, o tom sobe, mas no geral estão sempre para pegar um na mão do outro. Já dona Iris, esta não esconde o que sente de Marconi. E não é compaixão.

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