Municípios preocupados com aumento do mínimo

Com a projeo de um impacto de R$ 2,759 bilhes nas contas municipais, muitos prefeitos j estudam a possibilidade de realizar demisses de cargos comissionados.

Municípios preocupados com aumento do mínimo
Municípios preocupados com aumento do mínimo (Foto: Asaf Eliason/Shutterstock)


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Raphael Coutinho_PE247 – Alegria para uns, preocupação para outros. Já está em vigor o novo salário mínimo nacional, no valor de R$ 622,73. A conquista foi bastante comemorada por parte dos trabalhadores, mas vem dando dor de cabeça aos prefeitos de cidades em todo o Brasil, principalmente as de pequeno porte. Este fato ocorre porque, de acordo com um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o reajuste terá um impacto de R$ 2,759 bilhões nas contas municipais. Isso, segundo os próprios prefeitos, deverá acarretar em cortes de verbas que incluem, em muitos casos, demissões de cargos comissionados.

Segundo o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Lajedo, Antônio João Dourado, a principal dificuldade para os gestores é se enquadrar à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A legislação obriga os comandantes municipais a aplicarem, no máximo, 54% de sua receita líquida com a folha de pagamento.

“Nós concordamos com o aumento. A expectativa é que isso injete em torno de R$ 47 bilhões na economia brasileira e, nas prefeituras, um gasto de R$ 2,76 bilhões. Caso o prefeito não consiga cumprir, ele precisa realizar cortes de contratos, funcionários contratados temporariamente ou os de cargos de confiança”, revelou Dourado.

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Em Pernambuco, grande parte dos 184 municípios tem no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), verba repassada pelo Governo Federal, a sua principal fonte de arrecadação. “Cerca de 70% das cidades pernambucanas dependem diretamente do FPM. O que esperamos é que o crescimento econômico brasileiro continue neste mesmo ritmo e que, com isso, o valor repassado pela Federação aumente também”, explicou o presidente.

No entanto, o valor vem caindo ao longo dos meses por dois motivos em algumas cidades. Primeiro são os cortes feitos pelo próprio Governo Federal e em segundo lugar, a queda na população dessas cidades, que serve como parâmetro que define o valor repassado.

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