Municipalizar água pode custar R$ 1,9 bi a Goiânia

Este é o valor que a Saneago deve pleitear em ressarcimento pela prefeitura caso haja o rompimento do contrato de concessão. Ameaça é avaliada pelos governistas como manobra política de Paulo Garcia. Gestão do município também teria que assumir contratos e acordos já firmados entre bancos, como o BNDES, e a estatal

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Goiás 247_ Romper o contrato de concessão com a Saneago e assumir o tratamento e distribuição de água na Capital pode custar muito caro para a prefeitura de Goiânia. Reportagem de O Popular, feita pelo jornalista Pedro Palazzo, mostra que a estatal pretende cobrar ao menos R$ 1,9 milhão referentes aos investimentos não amortizados feitos no sistema de abastecimento e tratamento da capital. Goiânia foi responsável 39,8% da arrecadação da Saneago de janeiro a outubro de 2012.

A prefeitura ameaçou romper contrato, que dura até 2013, durante a eleição para a presidência da Câmara Municipal. Tudo para dar evitar a interferência do governo estadual no pleito.  O gesto também é interpretado pelos governistas como um recado para 2014. Paulo Garcia deixa claro que não quer relação amistosa com Marconi Perillo.

A reportagem afirma que se o município assumir o serviço, outros problemas estruturais precisam ser resolvidos. “O sistema de abastecimento da região metropolitana é integrado. Aparecida de Goiânia, Trindade e Goianira, por exemplo, não têm captação de água. As cidades poderiam ficar sem abastecimento”, diz a reportagem de Pedro Palazzo.

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A hipótese do rompimento do contrato gera críticas do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no Estado de Goiás (Stiueg): “O prefeito precisa pensar como estadista; não pode prejudicar os demais municípios”, afirmou Washington Fraga à reportagem de O Popular. Ele é dirigente do sindicato, do PSol e funcionário da Saneago há quase 30 anos.

Representantes da Saneago dizem que, caso a Prefeitura tivesse condições de pagar pelo rompimento da concessão, precisaria ainda fazer contratos de empréstimos já encaminhados entre bancos e a estatal. Entre eles está a o do Sistema Produtor João Leite, obra em andamento e que conta com dinheiro do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). O pagamento desta dívida ainda nem começou.

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O Estado anunciou na semana passada, depois da polêmica levantada por Agenor Mariano, investimento de R$ 100 milhões para levar esgoto tratado a toda Goiânia. O dinheiro pertence à Caixa Econômica Federal e a universalização estaria prevista para o próximo ano.

O superintendente de Finanças da Saneago, Robson Salazar, afirmou ao jornal O Popular que 62% do dinheiro arrecadado em Goiânia de janeiro a outubro de 2012 corresponde ao custo da operação. A empresa arrecadou em todo o Estado R$ 950 milhões.

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Destes, R$ 378 milhões foram somente no município de Goiânia. O gasto com pessoal, locação e manutenção de equipamento para atender a capital ficou em R$ 234 milhões.

Os R$ 144 milhões de saldo são usados, afirma o superintendente, no pagamento dos juros dos empréstimos tomados para investimento e no próprio custeio das obras para atender ao sistema da capital.

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