Munhoz: principal papel da Assembleia não é fiscalizar
A um mês da sucessão, presidente do Legislativo de São Paulo, o tucano Barros Munhoz, diz que representação da base eleitoral é o trabalho mais importante do deputado; em 2012, a Casa registrou a menor produção nos últimos quatro anos
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247 – A um mês da sucessão, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB) afirmou que o papel dos deputados estaduais não é a fiscalização do Executivo. "O mais importante dos trabalhos do deputado é ignorado, a representação da comunidade. É ser o elo entre o prefeito e o governador", afirmou. "Todo mundo acha que o papel do deputado é fazer leis e fiscalizar."
Em 2012, a Casa registrou a menor produção nos últimos quatro anos e o número de leis aprovadas foi 30% menor que em 2011.
O PSDB, que tem larga maioria na Casa - só 24 fazem oposição dos 94, é acusado de obstrui a fila com "CPIs de fachada". "A Assembleia trabalhou apenas com CPIs cosméticas", afirma Carlos Giannazi (PSOL).
Em 2012, só foram aprovadas propostas do partido governista ou do PDT, como as CPIs do consumo abusivo de álcool, do parcelamento "sem juros" e da TV por assinatura, deixando de fora projetos sensíveis como o da crise que levou à troca do comando da Segurança Pública.
O líder do governo, deputado Samuel Moreira (PSDB), diz que o apoio aos projetos do governo é natural.
Leia trechos da entrevista de Munhoz à Folha:
Imprensa
A imprensa cobra como se a Assembleia fosse uma padaria: 'Quantas leis foram feitas?' Um dos grandes problemas do país é ter lei demais. Vocês querem que a gente faça o que é proibido e não querem que faça o que é obrigado."
Criação de CPIs
"Em todo país do mundo [barrar CPIs] faz parte do jogo político. Quem tem maioria segura. Por isso que aqui o PT quer CPI, e em Brasília não. É um instinto de preservação."
Auxílio-moradia
"O Ministério Público e o Judiciário [também] recebem, só que incorporado ao salário. Nós recebemos desde 2002, achamos que está certo. Vamos ver o que a Justiça acha."
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