Mundial do Corinthians pode ter reflexos na CBF?
Ainda do Japão, o ex-diretor de Seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Andrés Sanchez manda recados sobre a intenção de encabeçar um movimento de renovação no futebol brasileiro. Ele saiu insatisfeito da CBF depois de o presidente José Maria Marin decidir trocar de técnico à sua revelia. Presidente do Corinthians durante o período em que o clube se recuperou do rebaixamento de 2007, Sanchez se fortalece com o triunfo corintiano
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247 - Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez deixou a diretoria de Seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a contragosto, após a demissão do técnico Mano Menezes, decidida pelo presidente da entidade, José Maria Marin, e pelo vice Marco Polo del Nero. Desde então, circulam especulações no noticiário esportivo sobre o interesse do cartola em retornar à CBF, mas no lugar de Marin, ou até de criar uma liga de futebol alternativa à entidade. Para tanto, Sanchez estaria disposto até a se unir com o outrora desafeto Juvenal Juvêncio, presidente do arquirrival São Paulo. Pois o triunfo do Corinthians no Mundial de Clubes da Fifa neste domingo fortalece o corintiano politicamente e, consequentemente, seu projeto.
Ainda do Japão, onde foi torcer como um corintiano qualquer, na arquibancada, Sanchez vai mandando seus recados. "É preciso renovar e tratar o futebol de forma moderna. Eu deixei o Corinthians com alto índice de aceitação e fiz a sucessão com o Mario Gobbi (atual presidente). E o clube é campeão do mundo", disse o cartola, como registra o Blog do Boleiro. Sanchez assumiu a presidência do Corinthians quando o time caiu para a Série B, em 2007, e montou uma administração que recuperou as finanças e levou o clube a importantes vitórias em campo. O Mundial conquistado neste domingo é a coroação desse trabalho.
O projeto alternativo de Sanchez busca apoio em dirigentes de clubes já tidos como exemplo de organização no país, como Internacional, Grêmio e São Paulo. "Esta renovação de cabeças, de mentalidade, vale para os clubes e vale para a CBF", defende o cartola. "Quem sabe no futuro a gente muda isto aí", sugere, mas com cautela: "Hoje não sou candidato a nada. Mas os clubes têm que ter mais participação no comando do futebol brasileiro".
Em entrevista recente à rádio Jovem Pan, o dirigente, conhecido pela franqueza em declarações públicas, não se preocupou em dissimular seu desagrado quanto à forma como deixou a CBF. "Não sou rainha da Inglaterra. Demitir o treinador com outro já contratado, não admito", comentou, em referência ao retorno de Luiz Felipe Scolari ao comando da seleção. Cumprindo seu papel, Marin torceu pelo Corinthians neste domingo em Yokohama, mas o triunfo alvinegro pode acabar atrapalhando sua vida no comando do futebol brasileiro.
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