MPF quer Wladmir Garcêz em regime fechado
Na sentença de Alderico Rocha Santos, ex-presidente da Cämara de Goiânia foi condenado a sete anos de prisão, o que lhe dá direito de cumprir a pena em regime semi-aberto. No entanto, Ministério Público Federal vai propor mudanças na decisão, pois enxerga grupo como organização criminosa e assim o juiz teria de condenar todos a cumprir pena em regime fechado
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Goiás 247_ O Ministério Público Federal parece não estar disposto a dar algum tipo de trégua ou brecha judicial ao contraventor Carlinhos Cachoeira e seus comparsas. O MPF quer ver os cúmplices de Cachoeira em regime fechado assim como o líder da quadrilha, que atualmente está preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, numa cela de 10 metros quadrados.
Quem está na mira do MPF é o ex-vereador por Goiânia e braço-direito de Cachoeira no esquema, Wladmir Garcêz. Na sentença proferida pelo juiz Alderico Rocha Santos, Garcêz foi condenado a menos de oito anos de prisão e isso faz com que ele possa cumprir a pena em regime semi-aberto.
No entando, o MPF trabalha para alterar esta decisão por meio do chamado “embargo de declaração”. Este recurso jurídico aponta contradições, omissões e obscuridades numa decisão judicial.
O MPF analisou a sentença do juiz Alderico Rocha e num primeiro momento entende que ao reconhecer que o grupo de
Cachoeira é uma organização criminosa, o juiz deveria condenar todos os integrantes ao cumprimento da pena em regime fechado. Gleyb Ferreira da Cruz, responsável pela movimentação do dinheiro ilícito, recebeu uma pena de sete anos e oito meses de prisão e também escapou do regime fechado.
O MPF também deve identificar na sentença omissões referentes à reparação financeira dos danos causados pelo grupo de Cachoeira. Na denúncia apresentada à Justiça, o MPF pediu que os réus fossem condenados a ressarcir os gastos da União com operações policiais prejudicadas em razão de vazamentos pelo grupo de Cachoeira.
As investigações mostraram que dados da Operação Apate, da PF, foram vazados por integrantes da organização criminosa. A operação identificou fraudes de R$ 200 milhões na Receita Federal e o envolvimento de prefeitos alinhados com o bicheiro.
A sentença não especificou quanto deve ser devolvido à União em razão dos prejuízos causados com os vazamentos. O MPF também quer que a sentença declare o confisco de bens adquiridos como produto do crime.
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