MPF denuncia ex-prefeito e mais 6 pessoas por desvio de R$ 15 mi

O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) denunciou o ex-prefeito do município de Canapi, Celso Luiz Tenório Brandão, o ex-vice-prefeito Genaldo Soares Vieira e outras pessoas pelo desvio de R$ 15 milhões em recursos públicos; eles são acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas federais e organização criminosa; os recursos eram transferidos das contas do Fundef/Fundeb para outras contas do município ou diretamente para as de “laranjas”

O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) denunciou o ex-prefeito do município de Canapi, Celso Luiz Tenório Brandão, o ex-vice-prefeito Genaldo Soares Vieira e outras pessoas pelo desvio de R$ 15 milhões em recursos públicos; eles são acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas federais e organização criminosa; os recursos eram transferidos das contas do Fundef/Fundeb para outras contas do município ou diretamente para as de “laranjas”
O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) denunciou o ex-prefeito do município de Canapi, Celso Luiz Tenório Brandão, o ex-vice-prefeito Genaldo Soares Vieira e outras pessoas pelo desvio de R$ 15 milhões em recursos públicos; eles são acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas federais e organização criminosa; os recursos eram transferidos das contas do Fundef/Fundeb para outras contas do município ou diretamente para as de “laranjas” (Foto: Voney Malta)


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Por cadaminuto.com.br - O Ministério Público Federal (MPF) divulgou, nesta quarta-feira (21), que a  Procuradoria da República no Município de Arapiraca (PRM), denunciou o ex-prefeito do município de Canapi (AL) Celso Luiz Tenório Brandão, o ex-vice-prefeito Genaldo Soares Vieira e outras pessoas pelo desvio de R$ 15 milhões em recursos públicos.

Segundo a denúncia, estão inseridos o ex-secretário municipal de Finanças Carlos Alberto dos Anjos Silva e o ex-secretário municipal de Assuntos Estratégicos Jorge Valença Neves Neto, além de outras três pessoas, pelos crimes de lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas federais e organização criminosa. As denúncias decorrem de um desdobramento da operação “Triângulo das Bermudas”.

O MPF optou por apresentar uma denúncia parcial, considerando que há réus presos e que a complexidade dos fatos demandam mais investigações e análises por parte do órgão ministerial. O órgão registrou a necessidade de manutenção da prisão preventiva de quatro denunciados, pois em liberdade eles poderão atuar para atrapalhar a investigação, como anteriormente ocorreu.

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De acordo com as investigações realizadas, há indícios suficientes de que os denunciados foram os responsáveis por, em período pouco maior do que um ano, desviar mais de R$ 15 milhões, considerando apenas as verbas depositadas a partir de precatório pago pela União, sendo que antes desse depósito, muitos recursos já vinham sendo desviados pela organização criminosa denunciada.

O inquérito policial instaurado para apurar irregularidades praticadas pelos gestores do município de Canapi, entre os anos de 2013 e 2016, constatou a utilização irregular de precatórios relacionados a crédito judicial do extinto Fundef, atual Fundeb. Verba federal que deveria ser investida exclusivamente na educação.

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Desvio 

Os recursos eram transferidos das contas do Fundef/Fundeb para outras contas do município ou diretamente para as de “laranjas”. A partir dessas contas particulares ou da própria conta pública da prefeitura, novas transferências para outras pessoas ou saques em espécie eram realizados. Os “laranjas” eram pessoas humildes e pouco estudo de Canapi e Mata Grande que foram ludibriadas pela quadrilha para lhes ceder o nome, conta bancária e procuração.

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Para o MPF, o ex-prefeito Celso Luiz atuou como chefe da organização criminosa enquanto os demais denunciados foram operadores do esquema de desvio dos recursos públicos. Constatou-se que a totalidade dos recursos oriundos de crédito judicial – precatório – depositados nas contas do Fundeb de Canapi foram desviados.

Em 2016, a Justiça bloqueou as contas do município porque constatadas as transferências indevidas de R$ 8.316.763,51, em 2015, e mais RS 2.397.313,50, em 2016, para contas de terceiros. Mas, no final de 2016, o vice-prefeito que assumiu a prefeitura com o afastamento de Celso Luiz desviou o restante das verbas do precatório, quase R$ 6.920.894,46.

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Prisões 

O MPF também pede a manutenção das prisões preventivas de Celso Luiz, Genaldo Vieira, Carlos Alberto dos Anjos e Jorge Valença. Na visão do procurador, as detenções devem ser mantidas para garantir a ordem econômica e as investigações, tendo em vista que os recursos desviados ainda não foram localizados.

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Um vez soltos, os denunciados poderão usufruir desses recursos ocultos, inclusive para facilitar a prática de novos crimes ou mesmo o impedimento da investigação e do processo, bem como no risco de fuga. Ressaltando que o pedido das prisões foi justificado por relatos de tentativa de pagamento de testemunhas e colaboradores da Justiça.

Segundo o procurador da República Carlos Eduardo Raddatz, “não se pode conceber que permaneçam em liberdade criminosos, sobretudo aqueles econômica e politicamente poderosos, que estão em plena prática dos delitos, vale dizer, permanecem ocultando os valores desviados e os utilizando, em detrimento de todos os munícipes de Canapi”.

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 A ação penal tramita na 11a Vara Federal, em Santana do Ipanema.

Com Ascom MPF/AL

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