MPF acusa ex-governador de Alagoas por corrupção

O Ministério Público Federal (MPF) acusou formalmente o ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), pelos crimes de peculato (praticado por um funcionário público), corrupção ativa e passiva; de acordo com a denúncia, o pedetista desviou R$ 5 milhões da área de saúde em 2006 e autorizou uma licitação fraudulenta durante o seu mandato

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PE247 – O Ministério Público Federal (MPF) acusou formalmente o ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), pelos crimes de peculato (praticado por um funcionário público), corrupção ativa e passiva. De acordo com a denúncia, o pedetista desviou R$ 5 milhões da área de saúde em 2006 e autorizou uma licitação fraudulenta durante o seu mandato para a reforma da Unidade de Emergência Dr. Armando Lages.

No caso da reforma, que apresentou superfaturamento e sobrepreço, a obra foi executada pela Arquitetura, Engenharia e Construção (Arquitec) depois que os outros concorrentes foram considerados inabilitados. Segundo o Ministério da Saúde, apenas 71% do contrato foi executado até janeiro de 2009. Os valores repassados pelo governo alagoano foram legitimados, em 2006 e 2007, pelo então chefe da Gerência de Obras de Alagoas, Itabira Iguarassu Silva Santos, que hoje é engenheiro contratado da Arquitec.

Segundo o MPF, a Arquitec não tinha capital o suficiente para executar a obra, tanto é que, em 1998, o patrimônio era de R$ 50 mil, enquanto que no ano passado, o valor era de R$ 15 milhões, um aumento de 300.000%.

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O MPF apurou, também, que parte do dinheiro desviado teria sido doado à campanha eleitoral de Ronaldo Lessa, em 2006. Arquitec teria feito um doação de R$ 70 mil à campanha do ex-governador, R$ 35 mil ao seu irmão Antônio José Lessa, que disputava uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado, e R$ 35 mil à campanha de Kátia Born, ex-secretária estadual de Saúde, à Câmara Federal. Conforme a procuradoria, isso configura crimes de corrupção ativa e passiva.

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