MP-RS envolve mais quatro na adulteração de leite

Três foram denunciados sete vezes por adulteração ou falsificação de produto alimentício destinado a consumo; a quarta pessoa foi denunciada por formação de quadrilha, crime pelo qual os quatro devem responder; esquema de adulteração de leite foi revelado na Operação Leite Compensado, em maio

MP-RS envolve mais quatro na adulteração de leite
MP-RS envolve mais quatro na adulteração de leite (Foto: Ricardo Duarte)


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Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Mais quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) por suspeita de envolvimento no esquema de adulteração de leite, revelado na Operação Leite Compensado, deflagrada em maio.

De acordo com o MPRS, três deles foram denunciados sete vezes pelo crime de adulteração ou falsificação de produto alimentício destinado a consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo. A quarta pessoa foi denunciada por formação de quadrilha, crime pelo qual os quatro devem responder.

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Segundo as investigações, o grupo integra o núcleo baseado no município de Rondinha, alvo da segunda etapa da operação. Na cidade, 11 laudos do Ministério da Agricultura, feitos entre fevereiro e maio, confirmaram a presença de formol no leite cru, somando um total de 113 mil litros impróprios para o consumo.

Em nota, o MP informou que, entre os denunciados, estão um sócio proprietário de empresa de transporte de leite de Rondinha, um motorista contratado por ele, um técnico e uma funcionária de uma cooperativa paranaense. As investigações indicam que os dois primeiros eram os responsáveis pelo esquema de adulteração do leite cru e que a funcionária da cooperativa dava suporte e apoio logístico ao esquema, inclusive alertando os motoristas dos caminhões sobre fiscalizações do Ministério da Agricultura.

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Por ter colaborado com as investigações, entregando de forma espontânea as notas fiscais que comprovam as operações de venda do leite adulterado por ele, o proprietário da empresa de transporte deve receber o benefício da delação premiada, requerido pelo MPRS à Justiça. Além disso, o Ministério Público informou que o técnico, detido no presídio de Espumoso (RS), e a funcionária da cooperativa, já haviam sido denunciados pelos mesmos crimes na Comarca de Ibirubá, durante a primeira fase da Operação Leite Compensado.

O órgão estima que, entre 23 de janeiro e 30 de abril deste ano, aproximadamente 1 milhão e 549 mil litros do produto fraudado foram enviados à cooperativa, com sede em Pato Branco, no Paraná. Até agora, 20 pessoas foram denunciadas por suspeita de envolvimento no esquema.

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Edição: José Romildo

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