MP pede para Estado segurar repasse ao Goiás
Recursos ao valor de R$ 2,5 milhões seriam transferidos ao clube de futebol para ajudá-lo na reforma realizada na Serrinha para receber treinos da seleção brasileira antes da Copa das Confederações. MP afirma que o Goiás não apresentou projetos arquitetônico, de fundação ou elétrico e diz que planilha de custos são simplórias. Valor total da reforma foi de R$ 4 milhões e governo estadual se comprometeu a ajudar o clube com R$ 2,5 milhões por meio de incentivos fiscais do programa Proesporte
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
MP-GO_ O procurador-geral de Justiça, Lauro Machado Nogueira, determinou que seja enviada ao presidente do Conselho Gestor do Programa Estadual de Incentivo ao Esporte (Proesporte), Hamilton Jaime da Silva, recomendação, sob pena de responsabilidade, para que seja negada a aprovação aos projetos esportivos apresentados pelo Goiás Esporte Clube na busca de R$ 2.508.350,00 para execução de projetos de melhoria em suas instalações. De acordo com a análise realizada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), os projetos não especificam o benefício pretendido, se crédito público, doação em dinheiro ou benefício fiscal, em total desacordo com a legislação que trata de processo administrativo no âmbito da administração pública estadual.
Outro fato que inviabiliza a aprovação do pedido do clube de futebol, segundo parecer que instrui a recomendação, são as simplórias planilhas de custos apresentadas para execução dos projetos de reforma e ampliação do Estádio Hailé Pinheiro. “Não há um dado ou documento que estabeleça de onde surgiram os valores pleiteados, não há cotação de preços, tampouco orçamentos. Nem poderia ser diferente, pois não apresentou o Goiás Esporte Clube projetos arquitetônico, de fundação, hidráulico ou elétrico de tais melhorias, sendo impossível declinar a quantidade de material e ser utilizada, a mão de obra necessária e os valores para custeio desses gastos”, destaca o documento.
Para o MP-GO, os projetos também não enfatizaram em que esta reforma seria relevante para o desenvolvimento e a difusão do esporte no Estado, como prevê a lei que regulamenta o programa. Diante disso, fica evidente, para o órgão, que recursos públicos não podem ser aplicados com tamanha liberdade, ou transportados do erário para o patrimônio particular com a facilidade pretendida pela agremiação esportiva.
Lauro Nogueira também determinou que o presidente do Comitê Gestor do Proesporte remeta ao MP-GO, no prazo de 15 dias, resposta escrita em relação à recomendação. E ainda que seja enviada cópia da recomendação ao presidente da Agência Goiana de Esporte e Lazer, Célio Antônio da Silveira.
Seleção brasileira
O MP-GO iniciou a apuração da legalidade de transferências de recursos do Tesouro Estadual para o Goiás Esporte Clube após notícias na imprensa de que o governo do Estado ajudaria na reforma do estádio na Serrinha, que recebeu treino da seleção brasileira de futebol no início de junho, em sua preparação para a Copa das Confederações. Foram investidos R$ 4 milhões na obra.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247