MP pede intervenção do Huse, mas Saúde diz que já resolveu problemas

Ministério Público solicitou intervenção, em decorrência de problemas apresentados pelo CRM, como superlotação, ausência de privacidade dos pacientes nos leitos, lixeiras próximas a paciente em estado grave, presença de insetos, lençóis no chão, armazenamento inadequado de alimentos, equipamentos quebrados e infiltrações; MP vai pedir ao judiciário que seja nomeado um interventor, que irá fiscalizar o Huse durante o período de 120 dias; Secretaria da Saúde diz que muitas das questões apontadas no relatório, apresentado sete meses após início das fiscalizações, já foram adotadas de forma responsável pelo Estado; "prova disso foi a ação junto ao Ministério da Saúde, com a implantação do SOS Emergências, que contempla todos os itens do relatório e vários outros", informou

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Sergipe 247 - O Ministério Público Estadual (MPE) apresentou pedido à Justiça de intervenção fiscalizatória do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A medida foi tomada após o Conselho Regional de Medicina (CRM) apontar irregularidades na principal unidade pública de saúde do Estado. A Secretaria de Estado da Saúde, no entanto, informa que já sanou a maioria dos problemas.

Entre as questões apresentadas pelo CRM estão superlotação, ausência de privacidade dos pacientes nos leitos (com homens, mulheres, idosos, adultos, jovens ou crianças dividindo mesmo espaço), lixeiras próximas a paciente em estado grave, presença de insetos, lençóis no chão, armazenamento inadequado de alimentos, equipamentos quebrados, infiltrações, salas de cirurgias transformadas em enfermarias, entre outros problemas.

O CRM detectou problemas considerados graves na estrutura do hospital e nos procedimentos dirigidos a pacientes. A fiscalização é fruto do pedido de intervenção formulado oficialmente por dirigentes do Huse, no ano passado. Uma audiência para discutir a situação ocorreu na última quarta-feira, 26, no MPE. A promotora Euza Missano ressaltou a importância da medida, que poderá amenizar os problemas no hospital. Ela explica que a intervenção foi pedida após o relatório elaborado pelo CRM ter enfatizado problemas já existentes e debatidos inúmeras vezes na instituição.

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“Foi um trabalho feito por seis meses, e por isso a gente pode informar que os fatos coincidem pelas denúncias que já foram feitas pelo MPE. Aliado a esse acompanhamento, recebemos um convite do CRM para uma reunião há exatos seis meses e esse processo de fiscalização foi feito a pedido da direção técnica do hospital quando solicitaram uma intervenção técnica”, disse a promotora ao Portal Infonet.

Ainda segundo Missano, o MP vai pedir ao judiciário que seja nomeado um interventor, que irá fiscalizar o Huse durante o período de 120 dias, com a obrigação inicial de no prazo de 30 dias para apresentar um relatório circunstanciado, com base no relatório do CRM e no que vai ser encontrado nas alas vermelha, amarela, azul, verde, além do centro cirúrgico do hospital. Em 60 dias, o interventor fará um novo relatório informando as diligências que poderão ser adotadas pelo Estado e pela Fundação, para regularizar a situação de assistência no Huse em todos os setores.

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Em resposta ao que foi discutido na audiência, a Secretaria da Saúde emitiu nota: “A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que muitas das questões apontadas no relatório, apresentado sete meses após início das fiscalizações, já foram adotadas de forma responsável pelo Estado. A prova disso foi a ação junto ao Ministério da Saúde, com a implantação do SOS Emergências, que contempla todos os itens do relatório e vários  outros. O Programa foi implantado no sentido de controlar a superlotação, reduzir fila de espera, adequação de espaço, disposição de macas, aporte de recursos financeiros, para enfrentamento de questões estruturais como elevadores. Tudo isso, no sentido de promover melhorias não só na  área azul e verde, como consta no relatório, mas também nas áreas amarela e vermelha. E mais, já foram iniciadas várias ações relativas a outros pontos específicos abordados no relatório, a exemplo de melhoria no sistema de limpeza, serviço de refrigeração de ambientes, avanços na composição de escalas, finalização da obra da UTI e estamos nos debruçando para adequar outros pontos específicos que não são citados no relatório, mas que foram detectados pelo diagnóstico do Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar, criado pela Secretaria de Estado da Saúde, de acordo com a Portaria 2395/2012".

Com informações do Portal Infonet

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