MP e professores da UFG discutem o Plano Diretor

Promotores Alice de Almeida Freire e Juliano de Barros Araújo, das promotorias de Meio Ambiente de Goiânia, reuniram-se com Celene Barreira, do Instituto de Estudos Socioambientais, e Emiliano Lôbo de Godoi, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental; objetivo inicial é reunir estudos técnicos multidisciplinares feitos por alunos e professores da UFG que embasam a argumentação de que a aplicação das alterações feitas no Plano Diretor podem causar grandes prejuízos à capital e à região metropolitana; a principal preocupação é com a drenagem urbana, que estará definitivamente comprometida caso seja aplicada a nova legislação

MP e professores da UFG discutem o Plano Diretor
MP e professores da UFG discutem o Plano Diretor (Foto: )


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MP-GO_ Os promotores Alice de Almeida Freire e Juliano de Barros Araújo, das promotorias de Meio Ambiente de Goiânia, reuniram-se na segunda-feira (27) com professores da Universidade Federal de Goiás (UFG). O objetivo foi formalizar apoio ao grupo de docentes que está fazendo levantamento de estudos já realizados no âmbito da UFG e que comprovam os danos que uma intervenção humana ainda maior podem causar ao meio ambiente com a aplicação da Lei Complementar n° 246/13, que alterou o Plano Diretor de Goiânia.

Celene Barreira, professora do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da UFG e coordenadora do grupo de professores, esclareceu que o objetivo inicial é o de reunir estudos técnicos multidisciplinares feitos por alunos e professores da UFG que embasam a argumentação de que a aplicação das alterações feitas no Plano Diretor podem causar grandes prejuízos à capital e à região metropolitana. O grupo é formado por docentes de diversas áreas de formação, como arquitetura, engenharia, sociologia, direito, ciências biológicas e geografia.

De acordo com o professor Emiliano Lôbo de Godoi, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental, a principal preocupação é com a drenagem urbana, que estará definitivamente comprometida caso seja aplicada a nova legislação. “É necessário manter a permeabilidade urbana da capital, contudo, as modificações feitas contrariam esta premissa”, afirmou.

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A professora Celene pontuou ainda que as alterações contrariam o atual modelo urbanístico de Goiânia, que foi concebido sob a ótica de uma cidade condensada. E acrescentou que, caso aplicadas as modificações, possivelmente haverá impactos inclusive em municípios que compõem a Região Metropolitana da capital. Os estudos levantados pelo grupo serão apresentados ao poder público municipal e à sociedade.

Como contribuição ao trabalho dos professores, os promotores Alice Freire e Juliano Araújo se dispuseram a encaminhar estudos e documentos que o Ministério Público tem sobre o tema, além do apoio técnico da Superintendência de Informática, por meio do Laboratório de Geoprocessamento. (Texto: Cristina Rosa - fotos: João Sérgio / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

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