MP desiste de recurso no caso PC Farias
O promotor Marcos Mousinho descarta nova denúncia contra os réus do caso. O Ministério Público tem cinco dias caso queira recorrer do resultado que absolveu por clemência e inocentou os militares acusados na morte de PC Farias e Suzana Marcolino. Mousinho teme a lentidão da justiça e a possibilidade de um novo corpo de jurados decidir que Suzana Marcolino cometeu suicídio
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Alagoas247 - O promotor Marcos Mousinho reconhece que a lentidão da Justiça pode atrapalhar o trâmite do recurso no caso PC Farias. “Se eu recorro, uma provável anulação do júri popular pode demandar muito tempo. O julgamento dos quatro acusados ocorreu depois de 17 anos, então acho bastante possível que essa reanálise leve seis, sete anos, ou mais, e o crime prescreveria”, lamenta.
Ele também teme a possibilidade de um novo corpo de jurados ter entendimento divergente do Conselho de Sentença que foi formado desta vez. “Se o pedido for julgado procedente, um novo corpo de jurados será formado para julgar o caso. Com certeza não serão as mesmas pessoas, logo, cabeças diferentes levam ao risco de uma decisão reconhecendo o suicídio de Suzana. Isso seria uma derrota”, reconhece Mousinho.
Mousinho defendeu a tese de que a investigação foi "direcionada" para a linha de crime passional, seguido de suicídio, e apontou falhas nos laudos periciais realizados pela primeira equipe que examinou os corpos de Paulo César Farias e Suzana Marcolino. Conforme o promotor, os sucessivos erros cometidos por delegados e peritos impossibilitam determinar quem assassinou o empresário, além da busca por novas provas.
Por sua vez, Maurício Brêda solicitou que gravações apresentadas durante o julgamento sejam encaminhadas ao promotor de Justiça para apreciação e, havendo elementos suficientes, recomendou que haja uma denúncia contra Augusto Farias, por corrupção ativa. A ocorrência ou não da denúncia dependerá da existência de provas contra ele.
Com gazetaweb.com
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