MP apura mensalinho em Santa Luzia, na Grande BH
Fraude envolvendo servidores fantasmas está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual. O ex-vereador Francisco Pimentel da Silva (PTN) não cobrava a ida ao trabalho dos indicados na prefeitura da cidade, mas não esquecia o repasse de 20% do salário. Ele nega
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Minas 247 – O ex-vereador Francisco Pimentel da Silva (PTN) indicava funcionários para trabalhar em diversos setores na administração municipal em Santa Luzia, município da Grande BH com pouco mais de 200 mil habitantes. Ir trabalhar não seria necessário, mas repassar ao vereador 20% do salário, sim. ‘Zé da Mercearia’, como é conhecido o ex-vereador é pré-candidato à Câmara de Santa Luzia este ano, nega o envolvimento. O filho de Zé da Mercearia, Márcio Pimentel da Silva, figura na lista de funcionários da prefeitura.
Confira a matéria do jornalista Humberto Santos, do jornal Hoje em Dia
O Ministério Público Estadual (MP) abriu investigação para apurar denúncias de contratação de servidores fantasmas pela Prefeitura da Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os funcionários fantasmas seriam contratados para trabalhar em vários setores da administração municipal. O chefe do esquema seria o ex-vereador Francisco Pimentel da Silva (PTN), o ‘Zé da Mercearia’, que se identifica como “representante voluntário do prefeito” Gilberto Dorneles (PSD). Silva é pré-candidato nas eleições deste ano.
De acordo com a denúncia feita ao MP, Silva indicaria servidores para ocupar cargos na administração municipal, sem o compromisso de os indicados comparecerem para trabalhar. Em troca, os “fantasmas” teriam que transferir parte dos salários para Silva.
O suposto “mensalinho” chegaria até a 20% dos salários dos servidores. Os valores aferidos seriam para Francisco financiar sua campanha eleitoral.
Nos documentos entregues ao MP, figura como funcionário fantasma da administração municipal o próprio filho de Silva, Marcio Pimentel da Silva. Cópia do contracheque da prefeitura mostra que Marcio está fichado como assistente administrativo III-A e trabalharia na Secretaria de Obras da prefeitura. No entanto, no órgão ninguém conhece este servidor. O salário bruto do fantasma indicado no documento de março deste ano é de R$ 697,59.
Outro documento entregue ao MP para comprovar que Marcio da Silva é fantasma da prefeitura é o registro de ponto dele na empresa Cook e Closet, na qual Marcio é fichado como motorista. O ponto mostra que Marcio também era um fantasma na empresa de móveis.
Demissão
No mês de maio, o funcionário teve 11 faltas registradas. A Cook Closet informou que Márcio está de aviso prévio e será demitido no final do mês. Mas o motorista que recebia R$ 960 mensais não está comparecendo na empresa para cumprir o aviso prévio.
Como se não bastasse ser servidor fantasma, Marcio Pimentel da Silva mora em um imóvel da prefeitura. Na casa localizada na rua do Coqueiros, 245, bairro Bom Destino, funcionava um posto de saúde. O imóvel está inserido numa área de 7.830 m2 de propriedade da administração municipal.
Acusado confirma
Francisco Pimentel da Silva (PTN), o ‘Zé da Mercearia’, nega que receba “mensalinho” dos servidores por ele indicados para trabalhar na prefeitura, mas confirma que o filho mora no imóvel da prefeitura. “Pode perguntar a todos que indiquei se me pagam”, desafia Silva. Informado da investigação do MP, Silva afirmou que ela “não tem fundamento”.
“Meu filho mora na regional por que tivemos que colocar alguém lá para tomar conta. Lá tem ambulância e ferramentas. Era um posto de saúde desativado e servia de esconderijo para bandidos e eles estavam voltando para roubar ferramentas. Meu filho é o gerente da regional”, justifica Zé da Mercearia.
O pré-candidato a vereador diz que se apresenta na região do Bom Destino como “representante voluntário do prefeito Gilberto Dorneles”.
“Não tenho cargo público. Represento o prefeito como pré-candidato a vereador na região. Alguns problemas que o bairro tem apresento para a regional”, conta o candidato.
O ex-vereador nega que a “função voluntária” tenha conotação eleitoral. “É por que sou o fundador do bairro. Todo mundo me conhece. Tive mercearia aqui por 25 anos”, explica. Procurada, a Prefeitura de Santa Luzia não se manifestou sobre a denúncia do Ministério Público
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