Movimentos comemoram liberdade da av. Boa Viagem

Rejeio do projeto que proibia utilizao da principal avenida do Recife como palco de manifestaes atende apelo de quem espera uma cidade mais democrtica.



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Beatriz Braga_ PE247 – A rejeição, na última segunda-feira (19), ao projeto lei do vereador Sérgio Magalhães (PSD), que pretendia impedir a realização de manifestações na avenida Boa Viagem, Zona Sul, foi comemorada por movimentos que utilizam o espaço como palco de suas reivindicações. Representantes de diferentes segmentos, que questionavam a legitimidade da proposta do pessedista, atestam que o parlamento municipal poderia se preocupar com a resolução de “reais problemas” da sociedade recifense, ao invés de legislar em causas restritivas.

“Tem tantos outros problemas para eles se preocuparem antes de proibirem uma manifestação (Para da Diverdade) tão linda e bem recebida”, argumentou Maria do Céu, representante do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) de Pernambuco. Nos últimos anos, a Parada da Diversidade tem levado milhares de pessoas à avenida Boa Viagem.

Para muitos, a rejeição ao projeto demonstra a insuficiência das votações das matérias legislativas na Câmera. Não pela desaprovação ao projeto, mas pela demora a fazê-lo. Na primeira discussão, os parlamentares foram unânimes à aprovação da proposta. Na última discussão – quando realmente ficaria caracterizada a aprovação - na segunda-feira (19), a votação deu vitória à emenda do vereador Osmar Ricardo (PT), que inviabiliza o parágrafo mais importante da lei, impedindo a votação do projeto lei, que ficou impossibilitado.

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Curiosamente, há quem diga na Casa de José Mariano, que a polêmica matéria só passou, em primeira discussão, devido à ausência de alguns parlamentares na primeira sessão. “A primeira discussão foi feita em um dia proposital, muitos parlamentares que não seriam a favor, não estavam presentes na Câmera”, comentou o vereador André Ferreira (PMDB) e adepto à Marcha para Jesus, que tem a orla como palco.

O projeto de Sérgio Magalhães surgiu com a proposta de desafogar o trânsito caótico da Avenida, o que traz uma discussão necessária para o Recife, porém através de uma proposta que desvirtua a ordem de medidas que causariam impacto positivo, de fato, na mobilidade urbana da cidade. “A justificativa da lei não é consistente. Não chegam a dez, os eventos que acontecem na orla todos os anos”, criticou André Ferreira.

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