Movimento Passe Livre reúne 10 mil em Salvador
Destaque para o comportamento pacífico da PM; o governador Jaques Wagner (PT) disse em seus perfis no Facebook e no Twitter que apoia manifestações pacíficas e que orientou a polícia a não agir com truculência em hipótese alguma; apesar da movimentação forte, o prefeito ACM Neto (DEM) garante que não haverá reajuste na tarifa dos ônibus neste ano; principais gritos hoje foram "o gigante acordou" e "vem pra rua"
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Bahia 247
O Movimento Passe Livre teve atuação forte em Salvador nesta segunda-feira. Estimativa da Polícia Militar da Bahia e da Superintendência de Trânsito e Transporte do município (Transalvador) é de que pouco mais de 10 mil pessoas foram às ruas protestar por transporte público de qualidade e, especificamente para a capital baiana, insatisfação contra dinheiro gasto com as copas das Confederações 2012 e do Mundo 2014.
Concentração aconteceu nas proximidades do shopping Iguatemi e os manifestantes percorreram as avenidas ACM e Tancredo Neves, duas das vias cruciais para o trânsito da cidade.
Movimentação foi pacífica e contou com apoio de pessoas que ainda estavam e horário de trabalho em prédios como o Suarez Trade, um dos representantes do novo centro comercial de Salvador.
Destaque para o comportamento pacífico da PM. O governador Jaques Wagner (PT) disse em seus perfis no Facebook e no Twitter que apoia manifestações pacíficas e que orientou a polícia a não agir com truculência em hipótese alguma.
"Orientei nossas polícias a dialogar e negociar, buscando a segurança daqueles que estão na manifestação e de toda a população".
O ato foi combinado no sábado e divulgado pelas redes sociais. A maioria dos manifestantes são estudantes. Na quinta (20), dia do primeiro jogo da Copa das Confederações na cidade, haverá novo protesto.
Os principais gritos hoje foram "o gigante acordou" e "vem pra rua", conforme publicação da Folha. Também houve queixas contra a cobertura da afiliada da TV Globo no Estado, a Rede Bahia.
Os pleitos também envolvem outras temáticas, como indígenas, gays, negros e de gênero.
"Estamos contra tudo que esta aí. Pelo direito de manifestação sem truculência policial. Contra essa Copa, que só beneficia poucos. Por mais ética na política como um todo", disse a estudante Larissa Soares, 16, que portava um cartaz com "Fifa, você não me representa".
Apesar da movimentação forte, o prefeito ACM Neto (DEM) garante que não haverá reajuste na tarifa dos ônibus neste ano.
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