Motos fogem do trânsito, mas não do perigo em BH
Hospital de Pronto Socorro João XXIII, na capital mineira, informa que 28% dos óbitos ocorridos na unidade são consequência de acidentes envolvendo motocicletas. Somente este ano 45 pessoas já morreram vítimas de motos
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Minas 247 – Rápidas, econômicas, baratas e... perigosas. As motocicletas caíram no gosto popular por ser um meio de transporte acessível a quase todos, no entanto, os números provam ser muito perigoso sair por aí guiando motos.
O HPS João XXIII mostra um número alarmante. Quase 30% (28%) de todas as mortes registradas na unidade em 2012 são provocadas por acidente com motocicletas. O Hospital pretende fazer campanhas para tentar reduzir esse número.
Confira matéria da jornalista Paula Sarapu, do jornal Estado de Minas
Quarenta e cinco vítimas de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas já morreram este ano no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), o equivalente a 28% das mortes registradas no período na unidade de saúde. No ano passado, foram 101 mortes de pacientes, motociclistas ou passageiros de motos, atendidos no hospital. Os dados mostram a ameaça à vida de quem se arrisca nas ruas de Belo Horizonte em duas rodas. De acordo com o HPS, o número de motociclistas feridos já representa a metade dos atendimentos por acidentes de trânsito. A pesquisa não inclui mortes de vítimas nos locais dos acidentes.
Segundo o médico cirurgião Paulo Roberto Carreiro, a situação é preocupante, pois os impactos dos acidentes são muito graves. Ao falar do estado de saúde dos motociclistas atendidos no Hospital João XXIII, o médico considera as estatísticas alarmantes. “Muitos chegam em estado grave, outros ficam afastados do trabalho durante meses ou de forma definitiva. E muitos morrem no local do acidente, antes de serem atendidos”, diz o médico.
Em 2012, o hospital já atendeu vítimas de 4.560 acidentes de trânsito, 2.961 deles envolvendo motociclistas. Dados referentes à situação dos envolvidos em acidentes de moto confirmam a preocupação dos especialistas. Desde janeiro, 17 motociclistas atendidos no pronto-socorro tiveram diagnóstico preliminar de traumatistmo raquimedular e seis ficaram paraplégicos. “Um número expressivo dos que são atendidos sofre sequelas graves, como traumatismo raquimedular, traumatismo craniano, fraturas expostas” , afirma o neurocirurgião Rodrigo Faleiro.
Tragédia
Para tentar diminuir essa trágica estatística, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) lança hoje uma campanha educativa. A ideia é sensibilizar a população e sobretudo abordar a questão da segurança no trânsito. Por isso, estudantes de medicina, integrantes da Liga do Trauma da Unifenas e dos Médicos do Barulho farão uma blitz educativa em frente ao hospital, na Avenida Alfredo Balena. A ação ocorre das 9h às 12h, com distribuição de panfletos, cartazes, adesivos e camisetas. Os primeiros cinco motociclistas parados na blitz que forem ao estande da campanha receberão brindes como camisetas, adesivos e um CD com a música Pilote pela vida, que destaca a necessidade de os motociclistas respeitarem as leis de trânsito e pilotarem de forma segura.
O piloto Felipe Zanol, heptacampeão brasileiro de enduro e que já participou do Rali Dacar, é o padrinho da campanha, que terá ainda apresentações de dança e shows de música. De acordo com a Fhemig, além da necessidade de preservar vidas, a campanha busca reduzir os custos decorrentes do atendimento às vítimas.
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