Mortes de ciclistas crescem 55% em São Paulo em 2017

Primeiro ano do governo João Doria (PSDB) registrou nada menos que 31 mortes, contra 20 óbitos registrados no ano passado, uma tendência que contraria a diminuição de mortes no trânsito paulistano quando outros meios de transporte são considerados: no total, houve redução de 5,8% das mortes no trânsito da capital paulista; aumento acontece em meio ao limite de velocidade nas marginais e a descontinuidade no programa de expansão de ciclovias

Primeiro ano do governo João Doria (PSDB) registrou nada menos que 31 mortes, contra 20 óbitos registrados no ano passado, uma tendência que contraria a diminuição de mortes no trânsito paulistano quando outros meios de transporte são considerados: no total, houve redução de 5,8% das mortes no trânsito da capital paulista; aumento acontece em meio ao limite de velocidade nas marginais e a descontinuidade no programa de expansão de ciclovias
Primeiro ano do governo João Doria (PSDB) registrou nada menos que 31 mortes, contra 20 óbitos registrados no ano passado, uma tendência que contraria a diminuição de mortes no trânsito paulistano quando outros meios de transporte são considerados: no total, houve redução de 5,8% das mortes no trânsito da capital paulista; aumento acontece em meio ao limite de velocidade nas marginais e a descontinuidade no programa de expansão de ciclovias (Foto: Charles Nisz)


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SP 247 - O número de ciclistas mortos na cidade de São Paulo cresceu 55% entre janeiro e outubro deste ano em comparação com o mesmo período de 2016. Segundo os dados do Infosiga, iniciativa do governo de São Paulo que monitora e estuda as mortes no trânsito, foram 31 mortes contra  20 óbitos registrados no ano passado. Já em setembro deste ano, a marca computada em todo o ano de 2016 foi superada. A maioria desses óbitos ocorreu na zona sul da cidade.

O crescimento das mortes de ciclistas contrasta com o total de mortes no trânsito da cidade quando outros meios de transporte são considerados. Até outubro, 746 pessoas morreram nas vias da cidade, 5,8% menos que no mesmo período do ano passado. Os dados mostram uma inversão na tendência de queda registrada desde 2005, quando outras formas de transporte não motorizadas foram privilegiadas.

Aline Cavalcante, diretora do Ciclocidade, cita o aumento do limite de velocidade nas marginais e a descontinuidade no programa de expansão de ciclovias. Neste mês, a gestão João Doria (PSDB) alterou a Lei de Criação do Sistema Cicloviário e determinou que novas estruturas só seriam feitas após estudos de demanda e audiências públicas. O prefeito afirmou que a análise para expansão de ciclovias será “mais criteriosa’ e que a população dos bairros será ouvida.

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Aline afirma que a redução de multas no trânsito da cidade indicaria uma fiscalização mais frouxa. “Estão sendo feitas diversas políticas públicas que não favorecem a mobilidade ativa, a mobilidade de quem está fora dos veículos”, afirma.

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