Moradores da Favela do Moinho querem reconstruir casas

"É só limpar o que dá e subir [construir com] a madeira que tiver. Não dá para as pessoas dormirem na rua", justificou um dos moradores que ajudou na remoção do entulho do incêndio que matou uma pessoa e desabrigou cerca de 50 famílias

Moradores da Favela do Moinho querem reconstruir casas
Moradores da Favela do Moinho querem reconstruir casas (Foto: Marcelo Camargo/ABr )


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Agência Brasil - Moradores da Favela do Moinho que foram vítimas ontem (17), pela segunda vez, em menos de nove meses, de um incêndio de grandes proporções, já planejam a reconstrução dos barracos no local. Na manhã de hoje (18), vizinhos ajudavam na retirada do entulho em meio à fumaça que persistia do incêndio que matou uma pessoa e desabrigou cerca de 50 famílias, no dia anterior.

“É só limpar o que dá e subir [construir com] a madeira que tiver. Não dá para as pessoas dormirem na rua”, justificou um dos moradores que ajudou na remoção, mas que não quis se identificar.

A cozinheira Denize Agnes da Silva, de 33 anos, foi uma das pessoas que dormiram na rua na madrugada de hoje. Esta é a segunda vez que ela perde todos os seus pertences em decorrência de incêndio. “Já passei por isso no ano passado. Perdi tudo e precisei reconstruir”, relatou. Em dezembro passado, outro incêndio atingiu essa comunidade, deixando 1,2 mil pessoas desabrigadas e duas pessoas mortas.

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A família da aposentada Marinalva Conceição, de 59 anos, também passa por situação parecida. No último incêndio, foi a sua filha, Mileide Conceição, que teve a casa consumida pelas chamas. “A gente não está aqui porque quer. O que a gente precisa é de moradia digna. Não adianta mandar a gente para abrigo”, reivindica a moradora.

O risco de incêndio na comunidade ainda assombra os moradores do Moinho. “Hoje de manhã teve outro foco que foi controlado pelos próprios moradores. Mesmo quem não teve a casa atingida, como eu, está receoso de outro acidente”, disse a operadora de caixa Tatiana Souza Gomes, de 34 anos. Ela espera que esse incêndio leve a uma solução mais rápida para o problema. “Queremos pagar pela nossa casa. É só dar oportunidade”, garante.

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De acordo com a Defesa Civil do município, as famílias receberam kits de emergência com colchões, cesta básica e itens de higiene, e ainda foram encaminhadas para abrigos municipais, quando não tinham outra opção. O secretário de Coordenação das Subprefeituras do município, Ronaldo Camargo, informou ontem (18) que as famílias devem receber auxílio-aluguel até que as casas para onde serão transferidas estejam prontas.

Segundo o secretário, o conjunto habitacional contemplará 1,3 mil famílias e está localizado próximo à Ponte dos Remédios, na zona oeste da capital.

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