Minorias: três podem sair por causa de Feliciano

Membro da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, a baiana Alice Portugal (PCdoB) acredita que pode piorar a improdutividade do colegiado com a permanência do deputado Pastor Feliciano (PSC-SP) na presidência; comunista afirma que não há mais meios administrativos que possam ser alegados para tirar o evangélico do comando da comissão e clama a população às ruas; "A única coisa que pode tirar Marco Feliciano é a voz das ruas, porque ele está apoiado na proporcionalidade"

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Bahia 247

Membro da comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, a deputada baiana Alice Portugal (PCdoB) admite o enfraquecimento do colegiado, que não consegue realizar uma sessão sequer desde que Pastor Feliciano (PSC-SP) assumiu a presidência, há quase dois meses.

Em tom de lamento, a comunista afirma que tendência é a de piorar. "Ao assumir a presidência um deputado com valores atrasados, retrógrados, racistas, de natureza homofóbica, a comissão fechou as portas para a sociedade. Os deputados estão cercados, completamente neutralizados e vão analisar a saída porque Feliciano não nos representa".

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Alice afirma que não há mais possibilidade de atos administrativos tirarem o controverso Feliciano da liderança da comissão pelo fato de ele ter sido escolhido por maioria dos votantes para a comissão do colegiado, e afirma que, agora, só o clamor popular pode fazê-lo, nas ruas.

"A única coisa que pode tirar Marco Feliciano é a voz das ruas, porque ele está apoiado na proporcionalidade. Eu creio que a forma de não legitimar é esvaziar a comissão e dar vigor à Frente de Direitos Humanos da Casa até que possamos, de fato, romper com essa atitude impensada de colocar Marco Feliciano na presidência".

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Além de Alice Portugal, deputados como Jean Willys (PSOL-RJ) e Erika Kokay (PT-DF) vão analisar a renúncia de suas cadeiras e migrar os trabalhos para a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, criada após a nomeação d e Feliciano como presidente da comissão.

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