Ministro de Minas e Energia suspende leilão no Porto de Maceió após ser convencido que seria prejudicial
Ministros suspeitos de recebimento de propina de um lado; do outro, ministros incapazes tecnicamente de exercer o cargo; no centro, um presidente sem votos que chegou ao poder através de um golpe parlamentar e ainda carrega o título de ser o único presidente investigado no exercício do cargo; essa salada de cebola com alho só podia dar em trapalhadas e presepadas; a última ocorreu com tudo pronto para o leilão do Terminal de Etanol localizado no Porto de Maceió; porém, em cima da hora o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, decidiu suspender após ser convencido pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella (PR), que a venda do terminal afetaria a produção de etanol e causaria desemprego
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Jonathas Maresia/gazetaweb.com - O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, suspendeu, na tarde desta terça-feira (28), o leilão do Terminal de Etanol localizado no Porto de Maceió. O procedimento vinha sendo questionado pelo setor sucroalcooleiro de Alagoas. É que a venda do terminal poderia afetar a produção de etanol local, acarretando em desemprego. A informação, inclusive, já foi repassada por Coelho ao ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o alagoano Maurício Quintella (PR), que havia alertado o colega sobre o risco da venda para o estado.
De acordo com Quintella, Coelho foi convencido a suspender o leilão que aconteceria no próximo dia 7. Ainda segundo o ministro dos Transportes, com a suspensão, não há prazo para que o terminal seja novamente posto em negociação.
Com a eventual venda para o mercado externo, há o temor de que produtores americanos façam uso de um álcool considerado podre, elaborado à base de milho e altamente poluente. Isso porque a importação do líquido, junto aos Estados Unidos, não geraria empregos à população local, além da fuga ao pagamento de tributos.
"Agora, com a suspensão do leilão, teremos tempo para analisar o tema com todo o cuidado que ele requer. Sabemos que o terminal opera com ociosidade, mas não podemos permitir sua venda, que afetaria a cadeia de produção do etanol em Alagoas e no Nordeste", disse Quintella, acrescentando que, atualmente, a Transpetro opera, no Porto de Maceió, por meio de uma liminar, visto que o contrato para exploração do serviço já expirou.
Ainda de acordo com Quintella, após a suspensão, o Ministério dos Transportes vai avaliar também de que maneira o governo federal pode potencializar o uso do espaço, sem, com isso, prejudicar os produtores alagoanos. "Também era temerário permitir esta venda diante da decisão liminar que a Transpetro tem em mãos. Reforço o pensamento de que a suspensão acontece no momento correto. Vamos discutir e encontrar o melhor caminho", reforçou.
A informação sobre a venda e possível entrada de álcool "podre" pelo terminal do Porto de Maceió foi veiculada, inicialmente, pelo jornalista Cláudio Humberto, do portal Diário do Poder.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247